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18:10
por Maria João Carvalho
ricardofigueira.blogspot.com é um blog de fotografia a ver; e "fotojornalismos.blogspot.com, de Gonçalo Lobo Pinheiro, um blog em que apostar. Hoje, o meu blogger recusa-se a aceitá-los como blogs aconselhados, ou links. Eu vingo-me assim. Até breve e beijinhos.
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Enviado às
17:00
por Maria João Carvalho
Uff! Que tempos... com a morte de Fernando Valle, acabei por não falar do 75º aniversário do meu amigo (e também de Valle e de milhares de outros amigos) Mário Silva, o pintor, o anarca, o filantropo, o eternamente bem disposto. Nasceu a 29 e festejou na noite de domingo passado... festejou também a longa vida do amigo comum. Ele também quer morrer assim, como Valle, como o meu irmão e tantos outros: de "barriguinha cheia de vida".
A seguir, cai o governo. Cai Santana, que o mundo não perdoa um ciclo tão fechado de amigos a fazer um governo e debitar em público cenas de ciúmes do género: eu queria outro ministério e o meu leal parceiro foi dá-lo a outro amigo, relegando-me para os Desportos. Que feio, Chaves, que feio misturar tudo e não resolver as cenas íntimas à porta fechada! Que feio, Santana! Deve ser por causa do seu conselheiro traficante de "puros" que se viu em tal alhada! Perdoem-me a audácia. Mas conheço todos os envolvidos tão bem! Pedro Santana Lopes foi um óptimo presidente da Câmara da Figueira da Foz, a minha cidade; contava sê-lo em Lisboa, o que estava a ser difícil, e passa para primeira figura do governo sem ter estudado qualquer lição. A sua ambição posicionava-o numa longínqua candidatura à Presidência da República. Ele lembrou-se, por agora, de chamar os amigos para se rodear. Mas não teve tempo de ler dossiers, escutar peritos, ouvir os "mais velhos", como se faz em África . Pisou orgulhos de rivais de longa data. Não lhe perdoam a reivindicação de herdeiro de Sá Carneiro, de que tanto se orgulha. Os camaradas do grande estadista continuam a vê-lo como ao puto reguila de lenço na testa, amante das boites e filhas do Jet Oito (não há Jet Sete em Portugal, creiam). Paulo Portas portou-se com grande dignidade e humildade dizendo, no seu discurso, "que aprendeu muito com as chefias militares" e que o seu cargo apenas o enriqueceu em experiência.
Batendo o pé à aprovação do orçamento, a esquerda nega o seu voto. Opções. Porque a um mau orçamento podem fazer-se alterações. A um "não orçamento", suporta-se o mau "karma" da sobrevivência com duodécimos.
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