Rotativas

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005


Ainda sobre o poeta Ledesma Criado, transcrevo apenas uma nota roubada já já não sei a que site:
José Ledesma Criado fue finalista del Premio Nacional de Literatura en 1978 y obtuvo los Premios Ciudad de Guipúzcoa, provincia de Segovia, Ciudad de Irún y, por dos veces, los premios Ademar. Entre su producción bibliográfica figuran Poemas de Salamanca (1966), Biografía de urgencia (1968), Cronista de la muerte (1971), Del amor y el silencio (1981), Piedras albas (1990), Color ceniza el agua (1997) y Memoria de la hiedra (2001). La Diputación de Ávila reunió sus libros en Todas mis palabras. Antología poética 1964-1992 (1992).
El poeta fallecido, fundador de la revista Álamo, era también Miembro de la Academia de Juglares San Juan de la Cruz de Fontiveros (Ávila), de la Academia Castellana y Leonesa de Poesía y miembro de número de la Institución gran Duque de Alba.


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Domingo, Dezembro 25, 2005


As ausências deste Natal marcam mais esta época do que nunca. Pepe Ledesma Criado, salamantino, pai de grandes amigos, ele próprio um grande amigo, poeta e advogado, escritor e admirador eterno dos banhos de praia ao fim da tarde na Figueira, fio condutor das múltiplas histórias que contava.
E o Mário Simões, compositor (Lápis do Lopes, O Rocha da Borracha) e pianista de hoteis de quatro e cinco estrelas, em Portugal e no Brasil, e do Casino da Figueira, suficientemente aberto para deixar cantar e tocar com ele os revolucionários e doidos amigos como eu, o Zé Bracourt, o Ferro Alves, e tantos outros. Lá mantinha o rabo no banco um bom bocado, até que o conseguíamos empurrar para abrir o banco e roubar as partituras. O exímio artista nunca se desmanchava, e passava de uma partitura à outra sem pestanejar tendo levantado o dito cujo sem nunca se enganar na peça.O querido Mário Simões e o Pepe vão agora alegrar o céu dos anjos, onde encontrarão o maluco do Jorge (Perestrelo) aos pulos de excitação com o desafio mais recente de futebol: que ganda frango, senhores ouvintes....o mano Zé Mau colorirá a assistência com as suas "blagues" de playboy eterno...e já imagino as celestiais figuras de pé descalço e auréola dourada a soletrarem o poema de Pepe para a música de Mário (Mário João Pereira Simões) , durante o desafio:
La muerte no es una voz
y si solo una palabra
que se la ha inventado el nombre
para rimar com Nada.

De la muerte nos habla Dios
sólo de vida acabada.
Es la única verdad
que no podemos matarla.

Todo pode ser verdad
hasta el amor y la nada.
Sólo una cosa es mentira:
la muerte solo palabra.

Este é um poema de El Señor Don José Ledesma Criado. Falleció en Alicante, el dia 19 de Diciembre de 2005, a los 79 anos de edad.

A Nossa Senhora bem pode resguardar o Menino neste Dia de Natal, pois os jornalistas vaticinam grandes embrulhadas para resolver nos anos mais próximos. Aqui em baixo e lá em cima, com a trupe que se reúne desta forma meio desbragada, apressada.
Feliz Natal a todos.

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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005


Chocou-me sobremaneira a defesa do criminoso de guerra Slobodan Medic sobre Srebrenica. A besta (que não tem outro nome) foi a primeira pessoa a falar na existência de um vídeo sobre as execuções em massa, durante o julgamento do seu antigo camarada de armas, Sasa Cvjetan, condenado a cumprir uma pena de 20 anos de prisão pelo massacre de 19 aldeões em 1999, em Podujevo, no Kosovo. Disse hoje, no seu próprio julgamento que se soubesse, teria abatido como um coelho quem fez esse vídeo.
Medic foi o comandante da temível unidade paramilitar dos assassinos de elite conhecidos como Escorpiões, criada pela Federação da antiga Jugoslávia na Croácia.
Finalmente, ele e outros quatro paramilitares sérvios estão a responder judicialmente em Belgrado pela execução de seis muçulmanos bósnios em 1995. Este é um marco assinalável na Sérvia, onde uma parte
da população duvida da realidade do massacre de Srebrenica.
Os arguidos pertenciam todos aos Escorpiões e o julgamento foi possível porque a execução de seis muçulmanos de Srebrenica a 16 ou 17 de Julho de 1995 perto da cidade de Trnovo (Bósnia-Herzegovina) foi filmada por um deles.
Foi preciso ver para crer: até Junho passado, não havia imagens relativas ao massacre de Srebrenica. Agora, a prova da culpabilidade da Sérvia no conflito bósnio parece surgir com o vídeo que foi divulgado no TPI e foi retransmitido pela televisão sérvia: os uniformes camuflados dos paramilitares com boinas vermelhas e insígnias sérvias, são dos Escorpiões. o vídeo mostra os milicianos a executarem quatro rapazes, atingindo-os a tiro pelas costas. Dois outros jovens foram também abatidos depois de terem sido forçados a levar os cadáveres dos seus companheiros de infortúnio para uma casa próxima. Quatro dos seis civis executados, naquela acção, eram menores.
No Verão de 1995, o comandante do exército sérvio da Bósnia, Radko Mladic, estava determinado a ganhar a guerra e para isso precisava de Srebrenica. Os seus homens encarregaram-se disso, enquanto outras unidades faziam diversão sobre Sarajevo - aliás, foram essas que, depois, vieram reforçar as de Srebrenica para a execução de prisioneiros.
Os escorpiões estiveram no activo tanto na Croácia como na Bósnia, desde o início dos anos 90. Era um comando protegido, envolto em mistério... só no ano passado começaram a aparecer informações, quando foi descoberta uma vala comum no Kosovo.
Como Sasa Cvjetan foi seu subordinado, Medic testemunhou no processo e mencionou, por acaso, o vídeo que acabou por incriminar também.
A realidade dura das imagens é inegável. Mas torná-la um meio de prova num processo contra Mladic ou Karadic por ordenarem o massacre que custou quase oito mil vidas em Srebrenica é que será mais difícil.



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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005


Morreu o engenheiro Aguiar de Carvalho, antigo presidente socialista da Câmara da Figueira da Foz. Aguiar de Carvalho manteve¿se firme à frente do município da Figueira por mais de uma década e a sua
Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho entrou como vereador do PS em 1977 mantendo o mandato até 1979, em que a Câmara da Figueira da Foz era presidida por José Manuel Leite. Entre 1980 e 82, quando Joaquim de Sousa assumiu a presidência do município, Aguiar integrou a Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Um ano depois, já em conflito com o actual provedor da Misericórdia, foi cabeça de lista do PS e foi eleito presidente da Câmara.
Durante cerca de 15 anos, até Dezembro de 1997, presidiu aos destinos do concelho figueirense, tendo estado no âmago do boom imobiliário e turístico e, também, protagonizado algumas situações controversas.
Em finais de 1997, já com Aguiar de Carvalho a sofrer o natural e inevitável desgaste de tantos anos no poder, o PS acabou por decidir pela sua não recondução, enquanto candidato, para mais um mandato. A decisão foi polémica, Carlos Beja foi o escolhido e Aguiar afastou-se dos socialistas, incompatibilizado com os principais dirigentes distritais do partido. Carlos Beja, o candidato do PS, foi derrotado por Santana Lopes. Aguiar de Carvalho tornou-se social-democrata, embora tenha mantido laços pessoais estreitos com Victor Baptista, entretanto eleito para a liderança distrital do PS. O antigo autarca ainda foi nomeado administrador da empresa lousanense Egran, mas acabaria por ser convidado a integrar, como vogal, o conselho de administração da REFER, cargo que abandonou em Outubro.
Recorde¿se que em 2001, o ex¿presidente da câmara foi vítima de uma doença cardíaca, obrigando ao seu internamento e intervenção cirúrgica no Hospital dos Covões, também em Coimbra. Há cerca de três semanas, entretanto, Aguiar de Carvalho foi acometido por um edema cerebral, tendo sido depois transferido de Lisboa para a Figueira da Foz.
Aguiar de Carvalho nasceu na Guarda em 1942 e licenciou-se no Porto, em 1966.
Na época de estudante, participou em algumas acções estudantis, nomeadamente na comissão Pró-Associação dos Estudantes da FEUP, bem como na direcção da revista Engenharia. Depois de algum tempo em África - no destacamento de Engenharia de Moçambique -, Aguiar de Carvalho chegou à Figueira da Foz, em 1970, integrando os quadros da Celbi, como engenheiro de produção.
O plano político-partidário tornou o seu nome mais conhecido dos figueirenses. Antes do 25 de Abril de 1974, Aguiar de Carvalho fez parte do Movimento Democrático Popular (MDP), revelando evidentes discordâncias com o regime então vigente. Após a Revolução de Abril, Aguiar de Carvalho tornou¿se militante do Partido Socialista, onde ocupou vários cargos, entre os quais, o de membro do secretariado local, da comissão da federação distrital e, mais tarde, membro da comissão nacional. Entre 1978 e 1981, ocupou o cargo de presidente da Junta Autónoma do Porto da Figueira da Foz e, durante três anos, foi porta¿voz na assembleia municipal.
No associativismo, Aguiar de Carvalho presidiu à direcção e à assembleia geral da Associação Naval 1.º de Maio e foi um dos fundadores do Círculo de Gastronomia e Cultura local.
Mais recentemente, foi administrador da Egran, na Lousã, e desempenhou, até Outubro último, o cargo de vogal do conselho de administração da REFER.

(Este texto foi escrito com base no texto da Anabela Vaz para o Diário das Beiras - e a chamada de atenção do site da associação Amicus Ficaria -

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Sem comentários, transcrevo aqui a notícia de hoje sobre os voos secretos da CIA para transporte de suspeitos de terrorismo:

Kiev, 07 Dez (Lusa) - A secretária de Estado norte-americana,Condoleezza Rice, está hoje na Ucrânia, onde voltou a afirmar que os Estados Unidos proíbem a tortura e os tratamentos degradantes, no país ou em qualquer lugar do mundo.
"As obrigações dos Estados Unidos decorrentes da Convenção contra a Tortura - que proíbe o tratamento cruel e desumano e o tratamento degradante - aplicam-se aos funcionários norte-americanos onde quer que se encontrem, seja nos Estados Unidos ou fora", declarou Rice à imprensa após um encontro em Kiev com o presidente ucraniano, Viktor Iuchtchenko.
Até agora, a administração norte-americana tinha apenas admitido aplicação da Convenção contra a Tortura no território norte-americano, pelo que a declaração de Rice implica um maior compromisso de Washington ante as pressões da União Europeia e do Congresso norte- americano quanto à alegada tortura de prisioneiros pela Agência central de Informações (CIA).
As declarações de Rice - e a digressão que realiza pela Europa - ocorrem quando há uma polémica internacional sobre a alegada utilização pela CIA de prisões secretas na Europa de Leste onde alegados terroristas seriam torturados.



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