Rotativas

Quarta-feira, Dezembro 27, 2006


As autoridades da Indonésia estão a tentar alimentar e dar abrigo a mais de 200 mil pessoas que foram forçadas a abandonar as casas por causa das inundações e dos deslizamentos de terra que mataram cerca de 100 pessoas no norte e oeste do país.
As equipas de emergência usaram helicópteros para chegar a áreas remotas da Província de Aceh, principalmente no distrito de Tamiam, o mais afectado. Aviões militares (além dos helicópteros, C-130 para farem o lançamento de carga do ar) e mais de duas dúzias de camiões levaram alimentos e medicamentos essenciais para a população mais isolada.
O porta-voz da agência de ajuda a Aceh registou 170 desaparecidos. As estimativas de desalojados variam de 200 mil a 360 mil.
No distrito de Gayo Luwes, também na Província de Aceh, cerca de 5.000 pessoas continuam isoladas devido a deslizamentos de terra.
Na Província vizinha de Samatra do Norte, houve pelo menos 39 mortos.





Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Terça-feira, Dezembro 26, 2006


A Etiópia, em apoio ao Governo de transição da Somália, ampliou a ofensiva militar ao país, bombardeando ontem o aeroporto de Mogadíscio, capital somali, nas mãos dos tribunais islâmicos.
As autoridades etíopes confirmaram o raide aéreo "para impedir os voos proibidos pelo governo de transição, por ter sido constatada a presença de extremistas que aguardavam transporte aéreo naquele aeroporto".
O aeroporto de Mogadíscio, que estava sem operar há vários anos, foi reabilitado pouco depois das milícias das cortes islâmicas assumirem o controlo da cidade, no início de Junho.
O Governo da Etiópia confirma que os seus efectivos combatem em quatro pontos diferentes da Somália contra forças extremistas e para defender a soberania.
Especialistas locais calculam que a Etiópia tenha mais de 10 mil soldados na Somália. As cortes islâmicas, por seu lado, recebem armamento e soldados, cerca de dois mil, da Eritreia. Foi ainda confirmada a chegada de oito mil combatentes estrangeiros para esta Jihad.
Cerca de 300 mil refugiados somalis foram acolhidos nos campos do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, mas há 455 mil a passarem necessidades. 160 mil estão refugiados no Quénia.


Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Quarta-feira, Dezembro 20, 2006


O novo responsável pela Pasta da Defesa dos Estados Unidos rumou a Bagdad depois da sua declaração bombástica aos americanos que, afinal, todos esperavam: os americanos não estão a ganhar a guerra.
Na segunda fase deste início de mandato, Robert Gates, foi mostrar o novo rosto de Washington aos homens do terreno. O antigo director da CIA, agora à frente do Pentágono com as funções que desempenhava Rumsfeld, partiu para o Iraque com o objectivo de aprender o máximo sobre a situação. O Exército norte-americano sofre uma média de 950 ataques por semana no Iraque onde, para Bush, a guerra já acabou oficialmente em Maio de 2003.


Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


A autora desta Carta Aberta, que transcrevo e circula na Net, é Maria Clara Assunção. Os argumentos são pertinentes.



Carta Aberta a quem vai votar Sim

Foi recentemente votada, na AR, a pergunta a colocar aos portugueses no próximo referendo ao aborto. A pergunta é: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

Existem, certamente, muitas pessoas que vão votar "Não" porque são insensíveis aos problemas sociais e humanos do aborto clandestino, tal como existem muitas pessoas que vão votar "Sim" porque são insensíveis ao direito à vida do feto. Não é a nenhuma dessas pessoas que esta carta se dirige porque essas pessoas não têm consciência moral a que se possa fazer apelo.

Esta carta é dirigida a todas aquelas pessoas que, repudiando a liberalização do aborto, estão a pensar votar "Sim" no referendo por razões humanitárias : aborto clandestino, situações dramáticas diversas. Pessoas sensíveis aos problemas dos outros e, portanto, de espírito suficientemente disponível para procurar soluções.

Se é o seu caso, perca alguns minutos do seu tempo a pensar comigo.

Vejamos os argumentos do Sim:

1º O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático.
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-lo sem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimato se forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medo que leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?

2º A nossa lei é a mais restritiva da Europa.
É mentira. É uma mentira descarada e desonesta. Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto. A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual.
Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas, a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos: à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque, eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade. Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem, precisamente, de fazer abortos.
Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras. Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol - a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar . A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto, a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?... Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem fora do quadro legal deles...

3º O que se pretende é despenalizar e não liberalizar.
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica, pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada. É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido. Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar. Tudo o resto são jogos de palavras.

4º Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos.
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinos para poder afirmar isso com segurança. Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinos a menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis... até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses. Convençamo-nos: vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer .

5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve.
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.

Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele. Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.

Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupam com o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices. Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires" que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhos e só serve para desviar o assunto do essencial: liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção, uma forma de controlo de natalidade.

Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto, a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres. Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilas e questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último plano da agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem: aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.

Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino. Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospital ou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizado legalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar) terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer. Qual é o problema?

Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível. Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim". O "Sim" acaba com a discussão.

O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente, o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas. O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades. O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.

O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas. É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto. É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.

Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém, nem a evitar problemas a ninguém, nem a salvar a vida de ninguém. Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".

Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulheres para a prisão nem a condenar ninguém à morte. Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.

Vote em consciência. Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.

Maria Clara Assunção



Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Terça-feira, Dezembro 19, 2006


Notícia oficial...aliás, vê-se logo, né?


A China vai abrir no próximo ano 20 novos destinos ao tráfego aéreo com Macau, incluindo Lhasa, capital tibetana, parte de um acordo entre as autoridades chinesas e a administração de Macau

Segundo a Administração Geral da Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês), em 2007 passam a estar abertos ao tráfego aéreo com Macau 57 cidades no continente chinês, ou seja todas as cidades chinesas que podem receber voos civis, mais 20 que as actuais. Entre eles encontra-se o da capital do Tibete, Lhasa.
A abertura é parte de um acordo "para desenvolver o mercado" do transporte aéreo entre a Região Administrativa Especial de Macau e o continente chinês, segundo a CAAC.
Para além de Lhasa, as novas rotas vão aumentar os destinos potenciais na província de Guangdong, (aeroportos das cidades de Beihai, Meixian e Guangdong), e nas províncias no nordeste da China como Heilongjiang, (cidades de Jiamusi, Qiqihar e Mudanjiang) e Jilin (cidades de Changchun, Yanji e Yinchuan).
No pacote dos 20 novos destinos estão ainda cidades no norte da China como Tayuan, capital na província de Shanxi, Hailaer, na região Autónoma da Mongólia Interior, cidades do centro do país como Luoyang, na província de Henan e Yichang, na província de Hubei, para além de outras na província oriental de Shandong (Yantai e Weihai), nas províncias ocidentais (Kashe, em Xinjiang e Lanzhou, em Gansu) e de Xishuangbanna, em Yunan, província do sudoeste da China.
A CAAC disse ainda que a partir do Verão de 2007, o número de voos entre Pequim e Macau aumentará para 14 por semana, contra os actuais sete semanais.
Em Agosto, o executivo de Macau manifestou o desejo de, até ao final de 2007, triplicar os voos directos a partir de Pequim, para atrair mais turistas chineses.
No final de Agosto, a Hainan Airlines, quarta maior companhia de aviação chinesa, anunciou a abertura de um voo directo diário entre Pequim e Macau, um serviço que era até agora assegurado apenas pela Air Macau.








Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Segunda-feira, Dezembro 18, 2006


Salamanca recorda hoje o Poeta Pepe Ledesma, um ano depois da sua morte, com uma fabulosa escultura com o tamanho natural da pessoa, sentado, como se estivesse esperando que alguém do povo que tanto o amava lhe viesse falar.
A recordação do escritor salamantino está tão viva, que toda a cidade académica está em festa desde a 10 da manhã. Vai ser publicada a obra antológica (Monedas de Hiedra) desde os anos 60 até à sua morte, incluindo uma vintena de poemas inéditos.
A magnífica escultura de bronze já brilha junto à antiga muralha da cidade. Fernando Mayoral, o escultor, quis ser fotografado com a viúva do Poeta, Pilar González, e com os amigos da Figueira da Foz (incrivelmente, os únicos que foram) o casal, Costa carvalho, advogado, e Marta Carvalho, presidente do CDS/PP do concelho..
A posteridade não reconhecerá nenhum outro amigo da Rainha das Praias nas fotos feitas durante as cerimónias do Dia de Pepe em Salamanca, portanto.
Pela noitinha, não chegou nibnguém, como se esperava, para a homenagem na Sala da palavra da Fundação Municipal, às 20:15 horas...a Câmara Municipal da Figueira da Foz disse, primeiro, que o presidente da Câmara iria, depois, que enviaria o vereador da Cultura...parece que isso não existe...pelo menos alguém com honra...



Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Sexta-feira, Dezembro 15, 2006


Salamanca, Ciudad de Cultura, Fundacion Minicipal


Lunes, 18 de Diciembre

Homenaje
Homenaje a José Ledesma Criado
Sala de la Palabra. Teatro Liceo
20:15 h

En el primer aniversario de su fallecimiento, la Sala de la Palabra, que tantas veces se honró con la presencia del poeta, acoge el homenaje sentido de la Fundación Municipal de Cultura a José Ledesma Criado, que servirá para la presentación de la antología Las monedas de hiedra realizada por Mercedes Marcos Sánchez y Antonio Sánchez Zamarreño y editada por Edifsa.



Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Quarta-feira, Dezembro 13, 2006


O primeiro-ministro polaco , Jaroslaw Kaczynski, depôs hoje uma coroa de flores no túmulo do Padre assassinado em 1984, Jerzy Popieluszko. Ao mesmo tempo, o seu irmão gémeo e presidente da república, Lech Kaczynski depôs uma coroa de flores no monumento do Solidariedade em homenagem ao movimento da liberdade que desencadeou no país há 25 anos atrás.
As cerimónias tiveram sessões especiais nas duas Câmaras do Parlamento com as mais altas figuras do Estado e a presença do carismático de Lech Walesa, líder daquele que foi o sindicato mais famoso do mundo.
No famoso discurso de 13 de Dezembro de 1981, em que o primeiro-ministro de então declarou a Lei Marcial, que hoje considera ter sido um erro, abriam-se as hostilidades contra o Solidariedade. O
general Wojciech Jaruzelski punha fim às actividades do sindicato que tinha quase 10 milhões de membros, 16 meses depois da sua criação durante a greve dos estaleiros navais em Gdansk, em meados de 1980.
A Polónia comunista pretendia reduzir ao silêncio o movimento Solidariedade, por este desafiar pacificamente todo o bloco soviético, mas este último gesto de força na Europa central não impediu a queda de todo o império oito anos mais tarde.
Apesar das autoridades, o Solidaridade sobreviveu na clandestinidade.
No início de 1989, quando a URSS de Michael Gorbachov defendia uma mudança, o general Jaruzelski convidou o movimento anticomunista a discutir as reformas que terminariam por derrubar o regime.


Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


A Endiama (Empresa Nacional de Diamantes de Angola) ofereceu, segunda-feira em Luanda, um diamante lapidado ao ministro dos Antigos Combatentes, José Pedro Van-Dúnem, como homenagem aos heróis do 4 de Fevereiro.
A oferta aconteceu no âmbito de uma exposição de venda de diamantes lapidados e jóias que decorre no edifício sede da Endiama E.P, em Luanda, numa campanha de motivação e incentivo ao empresariado local para que invista na nascente indústria nacional de joalharia.
"Recebo com um misto de satisfação e de desmerecimento. Satisfação por ser eu a receber o mesmo. Desmerecimento porque outras pessoas, que não eu, teriam maior mérito para esta homenagem, pois se bateram muito mais pela causa da liberdade de Angola, acentuou.
Pedro Van-Dúnem afirmou que a geração dos heróis do 4 de Fevereiro considera estar cumprida a sua missão e espera agora, em liberdade, que as novas gerações façam a sua parte.
Infelizmente, muitos da geração dos jovens de então, que se entregaram à luta armada contra o colonialismo português já não se encontram entre nós. Mas consideramos termos cumprido a nossa grande missão, que foi libertar o país do domínio colonial. Cabe a vocês, jovens de agora, no campo empresarial ou noutras áreas, cumprirem com a vossa missão", acrescentou.
Pedro Van-Dúnem, que afirmou ser coleccionador de jóias banhadas em ouro, disse que vai guardar o diamante como uma relíquia.


Se o senhor ministro fosse homem de bem, das duas uma: ou mandava deter a pessoa que tenta "subornar a pessoa de um ministro" com um bem que pertence ao Estado (se o diamante é de uma empresa do Estado o mais que podia ser oferecido era ao Ministério e nunca ao ministro, né?); ou participava alegremente na "delapidação da coisa pública" em prol do Bem Comum, vendia a peça e mandava distribuir o seu valor pelos meninos mutilados que andam a pedir esmola para sobreviver em Luanda e em todo o país ou pelas muitas mães que são obrigadas a vender no Roque Santeiro, de sol a sol, o que procuram no lixo; mandava simplesmente fazer uma limpeza a Luanda ou instalar esgotos onde faltam; ou mandava distribuir, simplesmente, pelos antigos combatentes.
Depois pode falar de colonialismo. Enquanto andar a roubar o povo...não. Não lhe fica nada bem.

Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Segunda-feira, Dezembro 11, 2006


Em frente ao rio Dniestr, que atravessa a Moldávia, fica a região da Transnistria que, oficialmente, faz parte da Moldávia, mas que auto-proclamou a sua independência em 1990.
O território separatista está sob apertada vigilância da polícia moldava, da NATO e da União Europeia. É considerado uma placa giratória de contrabando de armas e todo o tipo de tráfico, incluindo o humano.
Desde 2005 que a Transnistria está no centro das atenções da União Europeia, pois com a adesão da Roménia, ela ficará, em breve nas suas fronteiras orientais.
Encravada entre o rio Dniestr e a Ucrânia, a região tem menos de um milhão de habitantes, a maioria, de origem russa.
Antiga região autónoma pertencente à Ucrânia, a Transnistria passou a ser parte da Moldávia quando esta república foi integrada na União Soviética, em 1940.
Com o desmembramento da URSS, a Transnistria opôs-se violentamente ao nacionalismo moldavo, suspeito, na altura, de querer uma reunificação com a Roménia. Eclodiu uma guerra civil em 1991 que fez perto de um milhar de mortos. O cessar-fogo só foi assinado um ano depois.
Uma zona desmilitarizada foi estabelecida e a Transnistria proclamou a sua independencia sem o reconhecimento internacional, incluindo o de Moscovo.
Tem sido dirigida com mão de ferro pelo comunista Igor Smirnov, que, ontem, domingo 10, foi reeleito (obviamente) para o seu quarto mandato de cinco anos. Em Setembro deste ano ratificou a independência com uma maioria de 97 por cento de votos num referendo que, além do mais, provou a sua lealdade (unilateral) para com a Rússia.
No entanto, Moscovo não reconheceu a legalidade do voto, mesmo se uma parte da população tem passaporte russo (uma grande parte ainda tem passaporte soviético) e apesar dos interesses económicos na república separatista. Por agora, o Kremlin prefere integrar os postos aduaneiros com os agentes da NATO e da União Europeia sem ter de se envolver directamente com os separatistas da Transnistria.


Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Algumas horas depois das reacções violentas nas ruas, a acalmia voltou ao Chile.
Se uns celebraram o óbito de Pinochet, outros choraram. Mas nenhum chileno lhe ficou indiferente.
Um cidadão de Santiago explica que, para as pessoas que sofreram em 1973, esta morte serviu como uma celebração. Para elas foi um dia feliz.
Mas há outros que choram a morte de Pinochet. Como um apoiante que diz que é tempo dos chilenos reflectirem no que significa a partida deste grande homem que geriu o país e o deixou aos mesmos socialistas que ocupam a presidência e toda a administração.
A presidente da República, Michelle Bachelet, afirmou que o Chile não pode esquecer o passado, mas disse que agora é hora de união e reconciliação.
"Nas últimas horas, vimos gestos de divisão que não me agradam", disse a presidente chilena. "Mas sei que temos como país, como sociedade, a fortaleza ética para conseguir o reencontro."
Além de pedir calma aos manifestantes, a presidente Michelle Bachelet também justificou a decisão do governo de não autorizar um funeral com honras de chefe de Estado para Pinochet, que governou o Chile com mão de ferro, entre 1973 e 1990.
Familiares das vítimas do regime de Pinochet, socialistas e comunistas concentraram-se nas praças de Santiago logo que a notícia da morte de Pinochet foi conhecida. Acenderam fogueiras, beberam champanhe e improvisaram um carnaval, erguendo faixas e bandeiras vermelhas.




Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Sexta-feira, Dezembro 08, 2006


Alexander Litvinenko tinha 28 anos quando o KGB foi extinto, em 1991. Hoje é dado como ex-espião russo do KGB em todos os Media. O mais que conseguiu foi fazer escola militar para ser guarda costas. Foi essa a formação que teve. E obteve trabalho junto de oligarcas famosos como o que lhe pagava agora o salário que lhe permitia viver em Londres, Boris Berezovski. Tanto pode ter sido ele como outro qualquer a trair a jornalista Ana Politovskaia... A morte de Litvinenko, como defendem os russos, tanto pode ter sido ordenada pelo Kremlin como por um dos milionários rivais de Putin, incluindo o que sustentava o russo que nunca foi agente do KGB e que está a ser apresentado como tal.
E agora vamos ao veneno:
O inquérito policial é o veneno das relações diplomáticas entre Londres e Moscovo, neste momento. As autoridades russas aunuciaram a abertura do seu prório inquérito e a televisão pública do país denuncia um complot dos Media internacionais contra a Rússia.
Coincidência ou não, todos estes escândalos tomaram a imaginação pública na quinta-feira.
Yegor Gaidev apareceu simultaneamente nas páginas do Financial Times e do Vedomosti a descrever os detalhes do envenenamento em solo britânico. É verdade que está 100 por cento seguro de que o objectivo era matar.
O político russo não tem dúvidas sobre a razão que está por trás do atentado à sua vida, mas apesar do que é dito nos Media ocidentais, não crê no envolvimento do Kremlin.
Afirma que: "A liderança da Rússia tem os seus inimigos escondidos e não só, dentro e fora do país. Não posso dizer quem está por trás disto, mas penso que esta gente quer destruir as relações da Rússia no Ocidente e no mundo em geral, por qualquer razão".
Não há ligação entre os dois casos. Um homicídio e uma tentativa de homicídio.. As datas quase coincidem.
Quanto aos políticos russos, reagiram imediatamente. Em ambos os casos, tam como no Ocidente, os dedos apontaram a Moscovo.
"O chefe da Comissão Parlamentar para os Assuntos Internacionais, Constantine Kosachev, considera que há um sentimento anti-russo no ocidente que faz incremente o interesse nestes trágicos casos. Está na moda, politicamente, ser anti-Kremlin, e todos apontam nesse sentido".
Mesmo o respeitado jornal britânico Guardian, concordou que "o Polonio pode ter sido usado pelos ricos e poderosos inimogos de Vladimir Putin para desacreditar o governo russo".
No entanto, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros diz que não há sinal de que as coisas acalmem nas relações diplomáticas.
Sergei Lavrov afirma: "Do ponto de vista da Scotland Yard, a investigação não afecta a nossa relação política com o Reino Unido. Não posso julgar o ponto de vista dos britânicos, mas como já disse, a tentativa de organizar uma campanha política ou um escândalo à volta do caso está a falhar."
Os detectives da Scotland Yard estão agora em Moscovo para ouvir a testemunha-chave no caso Litvinenko.
Os procuradores russos mandaram os seus agentes para Londres.
O escândalo ainda vai alimentar manchetes por muito tempo.

O Polónio-210 é um elemento químico pouco conhecido fora do contexto da energia nuclear. Presente na natureza, a substância radioactiva responsável pela morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko, utilizada em centrais nucleares e centros de investigação, foi extraída pela primeira vez do urânio em 1898, por Pierre e Marie Curie. Muito difícil de manejar, é empregue, em quantidades reduzidas, em cigarros e técnicas de fotografia. Este óxido, com o aspecto de um pó vermelho, imperceptível ao olho humano, tem um efeito mortal a partir do meio miligrama devido à radiação emitida, 50 vezes superior à do urânio. A sua ingestão ou inalação excessiva provoca uma morte lenta e dolorosa, com um impacto individual semelhante ao de Hiroshima.

O pânico lançado pelo Polónio-210 continua a fazer-se sentir. Em Londres, foram detectados vestígios de radioactividade em vários lugares e em aviões da British Airways. A companhia aérea tenta localizar os cerca de 33 mil passageiros que seguiam nos 221 voos afectados, para entrarem em contacto com as autoridades sanitárias. Barcelona, Madrid, Moscovo, Dusseldorf, Atenas, Lanarca, Estocolmo, Viena, Frankfurt e Istambul são outros destinos eventualmente expostos a radiações. Uma semana depois da morte de Litvinenko, o ex-primeiro-ministro russo Egor Gaidar foi hospitalizado depois de um súbito agravamento de saúde motivado por outro estranho envenenamento.


Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Quarta-feira, Dezembro 06, 2006


Ricardo Diniz não é um velejador qualquer. É um velejador solitário excepcional, mas não é só isso. Podia desfiar aqui o seu currículo, mas podem visitar o seu site www.goportugal.org
O Ricardo Diniz, entre muitos, tem Um Projecto. Um projecto com objectivos.

Os seus objectivos são (como estão no seu site):

Fomentar o investimento externo, revelando Portugal como mercado vantajoso
Promover Portugal como destino turístico de qualidade
Credibilizar e promover os produtos portugueses de qualidade
Contribuir para uma mais eficaz promoção internacional de Portugal
Criar um sentimento de orgulho nacional continuado entre os Portugueses
Estimular os mais jovens na concretização de objectivos
Dinamizar a imagem de Portugal no interior e exterior
Desenvolver todo o potencial da indústria náutica de Portugal

Tendo como palco os oceanos, o Projecto made in PORTUGAL é a ponte que faltava entre passado e futuro.
Ou não fossemos Portugueses 'pioneiros com história'.

Go Portugal!

Assim, na última viagem que fez, em mais uma etapa do seu Projecto Made in PORTUGAL, o velejador Ricardo Diniz ofereceu à Rainha Isabel II uma garrafa de Vinho do Porto de 1926, o ano em que nasceu Sua Majestade, como um presente de aniversário pelos seus 80 anos.

Isto aconteceu na mesma altura em que Portugal tem vindo a celebrar os 250 anos da Região Demarcada do Douro, onde é produzido o tão apreciado néctar.

Portimão surgiu neste contexto com um envolvimento fácil de entender, tal a dinâmica que a cidade tem sentido nos últimos tempos. O apoio de Portimão a esta iniciativa é um sinal inequívoco de quem vive e sente o mar há inúmeras gerações e, decerto, constituirá um motivo de orgulho para os seus munícipes.

Ricardo Diniz zarpou rumo a Londres, numa viagem repleta de simbolismo, unindo as nações que, entre si, têm a mais antiga Aliança do mundo. Para reforçar esta Aliança, o velejador Britânico, Josh Hall, foi co-skipper do Ricardo nesta viagem. Com 43 anos, Josh é um dos mais conceituados navegadores da actualidade, tendo já feito três voltas ao mundo em solitário. Curiosamente a sua primeira volta ao mundo foi no actual veleiro do Ricardo.

Esta acção foi coordenada em parceria com o Instituto de Turismo de Portugal e o Governo Britânico.



Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


A Tailândia ainda não fechou o último capítulo da tragédia que se abateu sobre o país há dois anos: hoje, foram a enterrar 110 corpos de vítimas de aparência europeia do tsunami, mas o ADN ficou guardado para o caso de alguns familiares ainda aparecerem a reclamar os corpos.
A cerimónia foi celebrada por católicos, muçulmanos e budistas.
Estão ainda por enterrar outros 103 cadáveres de asiáticos identificados mas não recuperados pelas famílias por falta de meios financeiros.
O Tsunami de 6 de Dezembro de 2004 fez 220 mil vítimas.
Dos 5.395 desaparecidos inicialmente, três mil nunca foram encontrados. A maioria das vítimas era constituída por trabalhadores imigrantes de Myanmar, antiga Birmânia, Turquia e Nepal.









Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Segunda-feira, Dezembro 04, 2006


"Não tenho qualquer remorso" - afirmava Pinochet, jurando não ter morto ninguém, não ter dado ordem para matar passoas, dizendo que esta situação era uma aberração.
Na semana do aniversário dos seus 91 anos (25 de Novembro) Pinochet emitiu uma nota em que assumia "responsabilidade política" pelo actos cometidos durante o golpe militar que, em 1973, o levou ao poder, dizendo que seu único motivo foi levar o Chile "a um ótimo lugar e prevenir sua desintegração". Na nota, disse que a queda de Salvador Allende era necessária para livrar o país do risco de um caos político e social. Pinochet ficou no poder durante 17 anos. Mais de 3.000 pessoas foram mortas durante o seu governo e 28 mil chilenos foram torturados.
O regime que instituiu desde o ataque ao palácio de La Moneda, com o suicídio de Allende, o presidente esquerdista que o povo tinha eleito, era sustentado por assassínios políticos, tortura e detenções ilegais, com esquemas montados para garantir a própria impunidade. Não conseguiu impedir que, em 1983, as manifestações populares reclamassem o regresso à democracia. Em 1990 teve de ceder o poder.
Todavia, continuou à frente das Forças Armadas até 1998, ano em que se tornou senador vitalício.
Foi assim que, acreditando na imunidade parlamentar, foi visitar a sua aliada de sempre, Margareth Tatcher, em 1998 a Londres, onde, por ordem do juiz espanhol Baltasar Garzon, foi detido durante 503 dias.
Foi libertado por razões humanitárias, regressando ao Chile no ano 2000. Foi constituido arguido e nove meses depois foi condenado a prisão domiciliária pelo juiz Guzman por causa da "Caravana da Morte", um esqudrão Militar" que percorreu o país em 1973 para assassinar os opositores.
O Supremo Tribunal arquivou o processo em 2002 por demência ligeira do réu.
Em 2004, um novo processo é instaurado para julgar a Operação Condor - que também serviu para eliminar os opositores. Desta vez, o Tribunal decidiu levantar-lhe a imunidade.
Em Novembro de 2005, o ditador volta a ter de cumprir prisão domiciliária pela Operação Colombo, massacre de opositores em 1975, mas também pela fraude fiscal.
Em Julho de 2006, tornou-se público, e diversas fontes continuam a insistir, que Pinochet ficou milionário com o fabrico de cocaína em instalações do Exército. O tráfico controlado permitiu que o ditador e filho amealhassem grandes quantias de dinheiro distribuídas em bancos em todo o mundo.





Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Notícia retirada de O Figueirense, com a devida vénia, ao jornal e ao meu Amigo a quem homenageio, pesarosa.

Faleceu em sua casa, esta madrugada (29.11.06), José Matias Poeta. Nascido na Figueira da Foz em 1959, desde muito cedo se sentiu atraído pela 7ª Arte, tendo participado em quase todas as edições do Festival de Cinema da Figueira da Foz, bem como em muitos outros certames nacionais e internacionais.
Em 1991 organizou a Mostra de Vídeo - Figueira / 91, na Assembleia Figueirense.
Autor de inúmeras crónicas cinematográficas na imprensa regional, colaborou ainda em jornais e na rádio.
Foi redactor principal do jornal Festival (órgão oficial do FICFF).
A revolução dos audiovisuais levou-o a algumas incursões na arte do vídeo. Da sua videografia constam, entre outros, os seguintes documentários:
Berlengas, entre o sonho e a realidade; 30 minutos na Figueira; Vilamoura: O prazer da descoberta; Figueira da Foz: os anos dourados.
Vários destes trabalhos receberam prémios nacionais e internacionais, como: Arcachon, Osaka, Porto, Algarve e Figueira da Foz.
Proferiu várias conferências sobre cinema, acompanhando como orientador, alguns cursos.
Em 1993 iniciou um prolongado estudo sobre a história dos primeiros 100 anos do cinema na Figueira da Foz.
Entre 1995 e 1997 colaborou com várias escolas secundárias, clubes de serviço e entidades oficiais - Museu e Biblioteca Municipal - na organização de exposições integradas nas comemorações dos 100 Anos do Cinema para as quais cedeu, em geral, algum do seu imenso espólio nesta área.
Publicou vários opúsculos dedicados à história do cinema na Figueira da Foz, tendo colaborado em algumas outras obras dedicadas a esta temática.
Apaixonado pelo passado da sua cidade, deve-se-lhe o trabalho de investigação publicado no 80º aniversário do jornal O Figueirense intitulado Figueira, algumas datas da sua história.
José Poeta colaborou na feitura do livro - Primeiras dO Figueirense ao Longo dos Anos -, publicamente apresentado esta semana.
José Poeta morre sem ver concretizado o sonho da sua vida: a criação de um museu, nesta cidade, dedicado ao cinema.
O funeral de José Poeta realiza-se quinta-feira, às 16h00, da Igreja Matriz para o cemitério Oriental.

Exerça aqui o seu Direito de resposta! Comente!


Primeira página