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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Enviado às
18:20
por Maria João Carvalho
O mais recente balanço das Nações Unidas sobre os mortos no Iraque é dramático. O relatório foi divulgado ontem e os números são muito diferentes dos que constam das estatísticas iraquianas, que apontavam para menos de 12.500 mortos em 2006.
Segundo a ONU, mais de 34 mil civis foram mortos. Mais de 36 mil ficaram feridos.
Gianni Magazzeni, representante no Alto Comissariado dos Direitos do Homem da ONU para o Iraque, destacou o facto de a violência não estar a ser contida de maneira nenhuma e continuar a fazer vítimas inocentes.
Aliás, a violência sectária aumentou notoriamente no ano passado, principalmente em Bagdad. Apesar da falta de dados sobre 2005, as fontes locais, funcionários públicos iraquianos e da ONU, assim como os repórteres, confirmam este agravamento.
As autoridades iraquianas, que proibiram aos seus funcionários a comunicação de dados, consideraram que as estatísticas do último relatório bimensual da ONU, publicado em Novembro, estavam grosseiramente exageradas.
Magazzeni justificou que os dados da ONU foram compilados a partir de informação recolhida através do Ministério da Saúde, dos hospitais iraquianos e do Instituto de Medicina Legal em Bagdad.
O ministério da Saúde iraquiano e um funcionário da morgue de Bagdad deram números mais próximos dos da ONU: 23 mil e 16 mil mortos e não os 12.500 das estatísticas governamentais.
Magazzeni constata que a população civil é a principal vítima da situação. As forças de segurança, encarregues da aplicação da lei, não protegem eficazmente os cidadãos. Há cada vez mais milícias e gangs criminosos, agindo em conivência com as forças de segurança nas quais se infiltraram, assegura.
Como prova, lembra os 4.731 baleados mortalmente em Bagdad, em Novembro e Dezembro de 2006, vítimas dos esquadrões da morte e não de atentados à bomba.
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Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Enviado às
18:45
por Maria João Carvalho
resumo das intervenções de Zapatero e Rajoy sobre a luta antiterrorista, na Câmara Baixa espanhola. A sério que me diverti a fazer o directo. Estive uma hora na cabine. O assunto é sério e infelizmente há duas vítimas mortais a lamentar do atentado de 30 de Dezebro em Barajas... mas que a incompetência destes senhores ultrapassa os limites da decência, lá isso ultrapassa. Esgrimem-se muito habilmente em termos de palavras. Um "desaforo" para os familiares das vítimas, é o que é. Quanto aos etarras: ficam bem onde estão... em prisões que ficam a milhares de km de casa ... continuarão a ser caçados como criminosos perigosos que são, chantagistas, sequestradores, etc. Passemos ao que interessa:
O presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero, anunciou hoje em pleno congresso que vai convocar uma reunião da Comissão do Pacto para as Liberdades e contra o Terrorismo, subscrito pelo Partido Popular, para avaliar a situação da luta antiterrorista e debater os objectivos do grande consenso contra a ETA.
No seu discurso parlamentar, Zapatero assumiu o erro que o levou, no passado dia 29 de Dezembro, a dizer que estavam melhor que há cinco anos atrás e que, daqui a um ano, ainda estariam melhor. Mesmo que isso não seja uma ocorrência habitual entre os políticos, disse, admitiu perante todos os espanhois que se tinha enganado.
O chefe do governo espanhol, que começou o discurso na Câmara Baixa, lembrando as duas vítimas mortais desse seu erro - no atentado do dia 30 no aeroporto em Barajas, pediu unidade e jurou firmeza.
A vontade de vencer é maior e a unidade de todos os partidos políticos neta tarefa, também deve ser clara, acrescentou. Também disse que nunca houve diálogo com a violência, nem tentativas de perpetuar a violência.
Zapatero prometeu que o seu governo fez, faz e continuará a fazer tudo por uma paz definitiva, com o respeito pelas normas de direito, com fidelidade à constituição e à lei.
O presidente do PP assegura qu é o único aliado fiável do governo espanhol para acabar com a ETA mas que Zapatero deve actuar de maneira a inspirar confiança, como ilegalizar o Batazuna.
Quanto aos erros assumidos por Zapatero, Rajoy iniciou a sua intervenção na Câmara Baixa a citar Confúncio: "o homem que comete um erro e não o corrige, erra ainda mais". E esse é o caso de Zapatero, acusou. Tudo o que ele contou faz pensar que o terrorismo se resolve a partir da negociação... coisa que nunca aconteceu. Com o terrorismo não se negocia. Toda a experiência acumulada ao longo do sec XX e em todo o planeta sustenta esta afirmação. Ou vencemos o terrorismo ou o sofremos, mas não existem alternativas, nem atalhos nem poções mágicas.
Rajoy exige por isso, o corte definitivo de negociações com a ETA, mesmo que o presidente do governo lhe tenha lembrado que, desde o tempo do governo de Adolfo Soares, se negociaram tréguas com os etarras.
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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
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19:05
por Maria João Carvalho
Japão inaugura nova era na área da Defesa
(tradução do texto original de Sophie Desjardin com adaptação para a análise portuguesa da EuroNews)
Se, por um lado, a NATO procura lançar âncoras no Pacífico, por outro, o Japão faz uma viragem suave em matéria de segurança.
Vários incidentes nos últimos meses, como a intrusão marítima chinesa nas águas nipónicas relançaram o debate sobre a reforma da defesa japonesa face às novas ameaças regionais e novos dados internacionais.
Neste contexto o Japão inaugurou, na terça-feira passada, um ministério da Defesa, o primeiro do país do Sol Nascente desde a II Guerra Mundial, dotado de um importante orçamento e prestígio a condizer.
Assim o quer o primeiro-ministro Shinzo Abe. Ao contrário dos antecessores, ele pretende que o Japão desempenhe um papel importante nas questões de direito internacional, mesmo que a Constituição impeça a existência de um Exército regular. As mudanças não parecem inquietar os vizinhos.
O director dos Estudos Asiáticos da Universidade de Temple, Jeffrey Kingston, acha que há um sentimento generalizado de que o Japão não se responsabilizou como devia pelos excessos cometidos pelas Forças Armadas do Império entre 1931 e 1945 e por isso, porque não fez esforços de contrição e reparação, ainda há dúvidas a nível regional sobre as intenções do Japão.
O expansionismo militar do Japão do século XX acabou por gerar uma série de conflitos no continente, onde se ergueu o Império colonial que se estendeu ao Sudeste Asiático. O exército nipónico cometeu os piores excessos: massacres de civis, prostituições em massa e mesmo experiências de guerra bacteriológica nas populações civis.
A II Guerra Mundial e duas bombas atómicas foram razão mais do que suficiente para confinar, nove anos depois da rendição de 45, as Forças Armadas do Japão a missões de exclusiva auto-defesa. A guerra passara à história.
Mas a realidade actual é diferente. Depois de alguns contorsionismos semânticos, em 2003, os japoneses conseguiram enviar militares para o Iraque "num quadro não combatente e humanitário".
Com as ameaças nucleares norte-coreanas, o risco de conflito entre a China e Taiwan assim como o terrorismo internacional, Tóquio reivindica a sua parte na acção.
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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
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10:20
por Maria João Carvalho
O Príncipe Laurent foi convocado pela justiça belga para testemunhar num processo, o que é uma estreia na história da Bélgica. Apesar da sua pessoa não ser posta em causa, o escândalo embaraça a Coroa, porque só o Rei beneficia de imunidade.
O filho mais novo de Alberto II, rei dos Belgas, apresentou-se esta manhã no Tribunal de Hasselt, na região flamenga para responder num processo de desvio de fundos na Marinha da Bélgica que remonta aos anos 90.
O próprio príncipe terá beneficiado dos fundos.
O jornalista flamengo que revelou os factos, José Machelin, afirma "ter posto em causa o estado de direito, é tudo, o que é bom para toda a gente".
O que denunciam os apoiantes do modelo federalista, do qual a monarquia é o pilar, é que este escândalo serve apenas fins políticos. A monarquia belga tem sido o alvo de vários partidos pró-flamengos que reclamam a autonomia. A poucos meses das lesgislativas e em pleno debate sobre a unidade do país, este escândalo é visto como uma manobra contra o Estado pelo governo.
A ministra belga da Justiça, Laurette Onkelinx, afirma que "há alguns, nomeadamente no norte do país que aproveitam este processo judicial para falar da monarquia e através da monarquia da unidade da Bélgica; isso já começou e vai mesmo haver intervenções parlamentares sobre o assunto".
Este caso também trouxe à tona de água a questão do subsídio anual acordado aos membros da Família Real. O Príncipe Laurent, apesar de ser o 11° membro da família na sucessão ao trono, recebe, anualmente, 275 mil euros livres de impostos. O que tem alimentados as sátiras e os partidos flamengos denunciam.
O chefe do Governo flamengo, Yves Leterme, é contra a dotação da Família Real, claro. Diz que é a favor de uma dotação acordada ao rei, ao príncipe herdeiro ou à viúva do Rei Balduíno. "Quanto ao resto, os homens devem trabalhar, sejam eles príncipes ou membros da família real".
Resta dizer que ele é um defensor incontestável da independência da Flandres, o que é mau para a monarquia belga.
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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
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16:59
por Maria João Carvalho
Tendo em conta que o antigo estava a dar erro, o Rotativas tem um novo livro de visitas. Aproveitem. Comentem. Exerçam o direito de resposta.
PS: Finalmente, o Rotativas tem, também, a sua primeira fotografia. Promete que não será a última!
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Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
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12:12
por Maria João Carvalho
"Uma das razões que mais frequentemente levam as mulheres à urgência de ginecologia, são abortos feitos em clinicas de aborto legais." (Cf. L. Iffy, "Second Trimester Abortions," JAMA, vol. 249, no. 5, Feb. 4, 1983, p. 588.)
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