Rotativas

Quinta-feira, Maio 31, 2007


Depois da Ota, a Portela vai servir para aviões privados, ou aviões mais pequenos das companhias (PGA, por exemplo) e helicópteros? Ou o aeroporto vai ser, simplesmente desactivado e ser substituido por betão e mais betão para servir interesses imobiliários?
Devemos continuar a discutir a Ota ou começar a preservar os interesses dos cidadãos e dos portugueses em geral e começar a defender a Portela?
Porque, para esperar a publicação da lista de proprietários dos terrenos circundantes do futuro aeroporto, mais vale esperar sentados, né?

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Andrei Lugovoy falou e a guerra que prometeu aí está; foi desencadeada com jeito de mestre da espionagem internacional: Litvinenko não terá sido envenenado pelos russos, mas pelos britânicos ou pelo patrão a quem chantageava por se considerar mal pago na fundação para a qual angariava candidatos milionários a asilados políticos russos.
O milionário com empresas de segurança e ex-agente do KGB começou por anunciar que ia fazer luz sobre esta história política sombria. Na sua teoria da conspiração os principais protagonistas são os serviços secretos britânicos,Boris Berezovski e Alexandre Litvinenko que está morto".
Lugovoy denuncia que o queriam recrutar para os serviços secretos do reino de Sua Magestade: propuseram-lhe recolher informações comprometedoras sobre Putin e os membros da família.
Mas a luz prometida sobre o caso, não é clara. Lugovoy adianta três hipóteses para a morte do espião de origem russa ao serviço dos agentes secretos do Reino de Sua Magestade mas pago (e mal) por Berezovski: uma delas, inclui a chantagem ao patrão... que lhe pode ter causado a morte.
Outra acusação de Lugovoy é que Litvinenko não foi envenenado naquele bar, publicamente, mas antes. Aquela referência dos serviços britânicos serve apenas para o culpabilizar. Quando ele até tinha tido oportunidades melhores para envenenar o agente, se quisesse, sem testemunhas.
Lugovoy é acusado pela justiça britânica do assassinato do antigo espião russo Alexandr Litvinenko, mas devolveu brilhantemente, a acusação ao MI6 e a Berezovski...





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Nações Unidas e União Africana preparam-se para enviar uma força internacional de 20 mil soldados para o Darfur. Ainda sem data de chegada, e apesar das reservas do Sudão, a força foi já aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.
O país mal tinha saído de uma guerra civil entre o governo e os rebeldes do sul, quando o conflito volta a eclodir, em 2003, na região oeste, Darfur. Conflito apresentado como étnico, entre as populações árabes com tradições nómadas e as tribos africanas, mais sedentárias e não árabes.Na altura, grupos africanos pegaram em armas contra a minoria governamental árabe e muçulmana.
As forças rebeldes saídas das tribos africanas e representadas pelos movimentos SLA e JEM afirmam ter como objectivo o estabelecimento de um governo sudanês democrático e abolir este, que continua a ser árabe e muçulmano.
Do outro lado estão as milicias Janjawid, árabes, apoiadas pelo governo - que nega, mas fornece armas e assistência logística.
Os analistas ocidentais consideram que o presidente Al Bachir, que é o alvo dos Estados Unidos, quer dividir para reinar.
Por trás de toda a ambiguidade, escondem-se interesses que nada têm a ver com a ajuda humanitária. O Sudão é rico em petróleo. E a China é quem tem aproveitado mais este maná. Metade do petróleo sudanês já lhe pertence, um crime de lesa-hegemonia americana! E Cartum é o segundo parceiro comercial de Pequim em África.
Assim, compreende-se melhor a oposição da China a mais sanções.
O representante especial da China para o conflito de Darfur, Liu Guijin, assegurou numa entrevista colectiva no Sudão, que as possíveis sanções americanas contra o Sudão ou qualquer outra medida de força contra Cartum "só produziriam mais deslocados e novas violações de direitos humanos".
Por outro lado, assegurou que os investimentos que nações como a China realizam no país africano "ajudarão a pôr fim ao conflito", pois contribuem para o desenvolvimento económico sudanês. E lembrou que também as petrolíferas europeias, como a francesa Total, estão interessadas em investir no Sudão.
Completamente esquecidos dos jogos de interesses económicos e apanhados pelas lutas fraticidas estão os civis: há dois milhões de refugiados em campos no Sudão e no vizinho Chade, o que, segundo a ONU, constitui uma das piores tragédias humanitárias deste século.




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Quinta-feira, Maio 24, 2007


Acabo de ouvir as declarações do primeiro-ministro português sobre a liberdade de expressão. Desejo que, então, ordene que seja reatribuido o posto de trabalho ao "autor da piada em privado" na DREN. É o mínimo que se pode exigir.



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Kapuscinski foi um agente secreto?




As autoridades polacas preocupam-se com os esqueletos que saiem dos armários à medida que saiem os resultados da investigação às ligações dos serviços secretos comunistas: algumas das figuras proeminentes da sociedade polaca da época terão tido uma colaboração estreita demais com o regime. Terá sido o caso do sociólogo e escritor Ryszard Kapuscinski, ligado ao regime, e que terá espiado, inclusivé.
Segundo um relatório, arquivado no Instituto da Memória Nacional, como repórter, colaborou com os serviços secretos, enquanto viajava pelo mundo para escrever crónicas, que o tornaram famoso. Nomeadamente o livro Angola, 1975. Uma obra prima no que toca a descrição de situações e pessoas, mas um manifesto partidário evidente. "Romanceado", assegura Graham Green....quem lá passou algum tempo na guerra intercalada de 40 anos sabe que os romances de Angola eram mesmo macabros....e a paz desconseguia-se.
O documento divulgado pela revista Newsweek Polska não acusa Kapuscinski de ter fornecido informações úteis à polícia secreta.
"Durante a sua colaboração, (Ryszard Kapuscinski) mostrou-se cooperante, mas não proporcionou à polícia comunista informações interessantes", aparece escrito no relatório de um dos agentes.
A ligação entre o escritor e os serviços secretos era essencial para poder sair do país, tal como acontecia com qualquer correspondente estrangeiro de agências noticiosas da Europa comunista.
Algumas fontes jornalísticas polacas acreditam que a publicação do documento é uma tentativa de desacreditar o repórter que, entre 1959 e 1981, cobriu os acontecimentos mais importantes como correspondente da Agência Nacional Polaca. Em Portugal havia a ANOP....
Ernst Skalski, jornalista da Reuters e amigo de Kapuscinski, explicou que "os jornalistas americanos não precisavam de trabalhar com a CIA para conseguir sair do país. Mas Kapuscinski teve que fazê-lo. Se não o tivesse feito, não teria escrito os seus livros".
Ryszard Kapuscinski, que chegou a ser falado como candidato ao Prémio Nobel, e foi galardoado com o Prémio com o Príncipe das Astúrias, escreveu livros que, ainda hoje, são uma referência para jornalistas de todo o mundo e se lêem num ápice.


Ryszard Kapuscinski (1932-2007)





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Sexta-feira, Maio 18, 2007





Bernard Kouchner foi um dos rostos da campanha de Ségolèle Royal. Mas a derrota da sua candidata e o convite de François Fillon para integrar o governo acabaram por o levar, na mesma, ao Quai d'Orsey.
O co-fundador dos Médicos Sem Fronteiras atravessou vários conflitos mundiais, da Jordânia ao Kosovo, foi ao terreno no Líbano, no Vietnam e no Curdistão.
Quando Sarkozy ganhou, ele desdenhava as acusações dos amigos do PS sobre os seus dislates na campanha...não se importava... confessou que "ousou, apenas timidamente, ir dizendo aquilo que achava correcto".
No próprio dia das legislativas, as ideias de Kouchner já eram muito mal vistas no núcleo forte da campanha da candidata derrotada.
A outra abertura do governo Fillon fez-se mais ao centro, com o convite a um antigo aliado de Bayrou, Hervé Morin, para a Defesa.
Michèlle Alliot Marie, que tinha a pasta da Defesa desde 2002, passa para o ministério do Interior, do Ultramar e das Colectividades territoriais. Aos 60 anos é reconhecida internacionalmente a revista Forbes classificou-a como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo.


Rachida Dati, com apensas 41 anos de idade, é a magistrada com várias licenciaturas, que fica com o ministério da Justiça. É uma mulher multifacetada: foi auxiliar médica, é filha de um operário marroquino e foi porta-voz da campanha de Sarkozy.
Um outro amigo de confiança de Sarkozy, há três décadas,mas pouco conhecido do grande público, é Brice Hortefeux, de 49 anos. Trabalhador, rigoroso, mas sem experiência governativa. A ele lhe cabe o controverso ministério da Imigração , Integração e identidade nacional.
Mas a direita fica com o controlo com a nomeação de Jean Louis Borloo para a Economia, Finanças e Emprego. Um cargo à medida deste antigo autarca e advogado na área de assuntos económicos. Cabelos despenteados, ar descontraído, Borloo confirma que é um OVNI pol´tico. Acredita na sua capacidade para reduzir a fractura social.
De regresso às lides governativas está um dos dinossauros da política francesa: Alain Jupé. O seu super-ministério é responsável pela Ecologia e Desenvolvimento Durável.
É o n° 2 do governo e simboliza um regresso vitorioso depois de vários problemas judiciais.
O governo é constituido por 15 ministros e a promessa de paridade foi respeitada por Sarkozy: sete mulheres e oito homens.


c/ Sophie Desjardin, para a EuroNews

















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Quinta-feira, Maio 17, 2007


Devido ao muito trabalho e a várias razões de ordem pessoal, não comentei aqui os acontecimentos dos últimos 15 dias. Mas, a propósito, deixo aqui um cartaz do Rui Pedro. Ele é mais velho, actualmente. Deverá ter, sei lá, 17? Bem...fica aqui, para que ninguém esqueça...aliás, para que incomode, para que doa.



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Quinta-feira, Maio 03, 2007



A Mary Poppins e o Drácula, como os enquadrou Nuno Rogeiro, referindo a maneira como os ingleses se referem aos candiatos presidenciais franceses, estão praticamente empatados.
Madame, que tantas vezes tentou mostrar que tem alguma coisa na cabeça mas que está sempre a repetir "eu acredito profundamente..."e não deve acreditar em nada...nem devia ter necessidade em afirmá-lo...
E o Professor, que quis mostrar ter coração, e que pode vir a ter de enfrentar Madame nas legislativas e posteriormente à frente de um governo socialista para lhe inquinar a presidência.
Nada está ganho à partida.

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Terça-feira, Maio 01, 2007


Manuel de Almeida, fotojornalista da LUSA, ganha galardão principal do Prémio Visão/BES 2007



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