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Segunda-feira, Setembro 17, 2007
Enviado às
18:34
por Maria João Carvalho
Faz hoje 68 anos, que no fim do pacto Von Ribbentrop-Molotof. os soviéticos e os nazis acordaram no maior segredo a partilha da Polónia. Em poucos dias, o país foi invadido pela Wechrmacht e pelo Exército Vermelho. A resistência polaca foi esmagada sem dó nem piedade, tanto por Hitler como por Estaline.
Quatro anos mais tarde, quando a Alemanha rompeu o Pacto e invadiu a União Soviética, em 41, os soldados alemães descobriram na floresta de Katyn, perto de Smolensk, na Rússia, os corpos de quase cinco mil oficiais polacos. Filmaram a descoberta com todos os detalhes e trouxeram o caso a público, apontando o dedo aos soviéticos. Moscovo desmentiu formalmente e acusou o III Reich de dissimular de forma baixa as atrocidades. O caso foi arrastado até Nuremberga. Katyn foi incluido na lista de crimes nazis mas desapareceu misteriosamente do processo antes do início do julgamento. Logo a seguir, foram descobertas mais valas comuns na região. Ascendem a 22.500 os polacos assassinados na Primavera de 1940, oficiais, membros da elite, da resistência, do exército...
E o massacre foi cometido antes da entrada da Werchmacht em território soviético. Portanto, o crime levado a cabo pela polícia secreta soviética e por ordem directa de Estaline.
Foi preciso chegar a 1990 para Gorbachov reconhecer a verdade e os documentos que o provam terem sido entregues por Moscovo a Varsóvia.
Em 1993, Boris Ieltsin rendeu homenagem aos mortos, mas a sua ausência, dois anos mais tarde, apesar do convite do presidente polaco Lech Walesa, foi muito mal interpretada na Polónia.
E desde então, o massacre continua a envenenar as relações entre os dois países.
A Rússia continua a recusar à Polónia determinados documentos sobre o caso classificados top secret.
O Instituto Polaco da Memória Nacional abriu o próprio inquérito. Varsóvia tem um objectivo: fazer desclassificar os arquivos relativos ao massacre e obter de Moscovo o reconhecimento, não de um crime militar, mas de um genocídio.
MJC com base no texto de Sophie Desjardin para a EuroNews
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Sexta-feira, Setembro 14, 2007
Enviado às
12:53
por Maria João Carvalho
A teoria da conspiração aponta cada vez mais para o padre que utilizou, também, a viatura alugada, como imensos outros vizinhos. Também tevee a chave da Igreja que emprestou depois ao casal McCann. Os ingleses da minha redacção fazem tudo para desviar as atenções recaídas sobre os pais.
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Quinta-feira, Setembro 13, 2007
Enviado às
18:44
por Maria João Carvalho
O meu país continua igual a si mesmo.
O dia 13 foi de sorte, como sempre, e mais uma menina com 3,250 quilos nasceu numa ambulância dos bombeiros voluntários, desta vez de Ansião, quando era transportada para a maternidade de Coimbra.
Enquanto o mundo discute, atónito, a perda de sangue frio do grande Scolari, o murro que deu ao jogador sérvio e as possíveis sanções que podem ser aplicadas à Federação Portuguesa de Futebol, Santiago de Viseu enterra, em perfeito luto, as vítimas de um sistema de saúde doente há muitos anos.
Porque uma mãe de dois filhos que tem uma depressão profunda, causada por um tumor cerebral, que deixa de ter a ajuda da empregada que normalmente a assistia a tempo inteiro, não pode estar dependente de consultas externas semanais ou quinzenais. Um tumor cerebral provoca crises imprevisíveis...mas quem sou eu, para me pronunciar? Apenas uma cidadã que lê ou ouve, horrorizada, os testemunhos dos vizinhos daquela mãe que tanto amava a família e acaba por matar tão violentamente os seus meninos e a si própria. nem Deus a salvou de tão intempestiva tragédia. E agora o seu marido terá de reviver mil vezes todas as hipóteses daquele dia fadídico até não sentir mais nada, ate ficar oco e vazio, e poder voltar a encher a alma de saudade dos filhos e da mulher, dos risos de alegria e das canções dos escuteiros nos domingos de campo.
E por outro lado, é impossível não pensar nos McCann e na terrível coincidência do filme realizado por Benn Afleck - a saída estava prevista para Novembro, no Reino Unido, mas será atrasada, devido à realidade ser tão próxima da ficção: a menina raptada em Boston, no filme, é filha de Lynn no papel, e chama-se Amanda mas, na vuida real, a pequena actriz chama-se Madeleine. Na história, tem 4 anos, e ficou sozinha a dormir em casa, porque a mãe saiu..."por uns momentos".
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Quarta-feira, Setembro 12, 2007
Enviado às
14:14
por Maria João Carvalho
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Por motivo de doença, primeiro, e degrande e merecidas férias, depois, este blog ficou assim como que ao abandono. Não se preocupem os fãs: estou de volta. Obrigado, Zezinho...e a Dulce está boa, como sempre...
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