Rotativas

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007


Fechou o serviço de atendimento permanente da Régua e o Bloco de Partos de Chaves. Por razões economicistas e porque não funcionava em condições...justificou o político de serviço ao jornal da SIC nOtícias de ontem, dia 28...estava mal? Fecha-se...não se conserta, não se senhor... os direitos adquiridos em Abril são para se esquecerem, espezinharem... em Abril, quando os populares se recusarem a participar nas fantochadas dos cravos vermelhos da Assembleia da República, talvez se comece a entender porquê.
Fechar tantos SAP's no país merece ser investigado por um Tribunal Internacional independente. Começa a ser um caso de polícia.

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Esperei um click, como em todos os Natais...foi a Belinha Fernandes, a genial ilustradora de "O meu Rei Mago BALTHAZAR é um gremlin" , que o desencadeou, já nesta azáfama de loucura de preparação de Consoada na velha cozinha da Casa da Família na Figueira.
Este Natal estava difícil. Apesar de um primo casar e termos a tal evidência disparatada de 50 jornalistas numa quinta a uma quinta-feira em Cascais, um amigo morrer e haver muitos outros doentes... A crise económica afecta demasiadas pessoas e as lojas estão vazias. O pavimento das ruas da Figueira continua a parecer uma manta de retalhos há mais de cinco férias consecutivas...Perdeu-se a vergonha, não se fala de oposição e um dia depois do 125º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Figueira, aqui em frente à casa, só se falava de mais uma bebé que tinha nascido em frente às urgências (de Coimbra) e desta vez tinha caído no chão. Dizia o meu amigo bombeiro de muitos fogos e salvamentos: "foi Deus que a salvou...não tinha que morrer...era tão linda, tão linda, tão linda!" E chorava a rir de nervoso miudinho... imaginem um homem que é homem de tantos fogos e dureza de vida, de tanta madrugada a puxar mangueira no meio da mata, vale e monte a arder e olhos vermelhos da cor das chispas das fagulhas que saltam mais alto que os homens...imaginem um homem que é homem chorar assim em dia a seguir ao aniversário dos bombeiros e dizer "Meu Deus, João, é uma menina tão linda...não tinha mesmo que morrer...não tinha que morrer...a nascer ali no chão das urgências..."
Claro que a contar isto, depois, houve alguém que desejou que Sócrates parisse, ele mesmo, uma criança...não que ele fizesse um filho a uma mulher...não...que ele tivesse as dores do parto e parisse numa ambulância ou mesmo na sala de urgência de um desses hospitais a 50 km da área da sua residência. Provasse das óptimas medidas governamentais com que o governo brilha na presidência rotativa da União Europeia. Talvez assim não fossem precisas medidas drásticas no futuro. Ele que se metesse apenas de cócoras como qualquer mulher e fizesse força e depois um bombeiro agarrasse na menina e chorasse com ele a agradecer a Deus e dissesse: que linda, meu Deus, não tinha mesmo que morrer...que linha, meu Deus é a menina...que linda a menina de Sócrates...e ele, de cócoras, agradecido, suado, combalido e dorido, compreendesse, enfim, o quanto um médico-parteiro a dois km de casa pode ajudar um bombeiro que apaga fogos e desencarcera feridos mas não apendeu DE TODO a assistir parturientes.
Foi o Natal dos Bombeiros da Figueira, o meu Natal. Infelizmente, quando procurei, na Net, um postal para enviar, junto, só havia bombeiros gay com o rabo à mostra. Assim, enviei a muito genial capa de livro que a Belinha fez para o meu gremlin. Gostam, não é? Claro. O livro ainda não está todo pronto...mas está quase....tenham calma....

Como percebem, de caras, não gosto que fechem as urgências dos hospitais, nem as salas de parto nem afins. Acho que Angola fica muito bem em África, e este Sócrates fazia falta a Mugabe ou a Chavez...não aos portugueses.

Eu sou muito católica. Oxalá o bom Jesus me oiça.
Feliz Natal a todos os meus amigos.



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Segunda-feira, Dezembro 10, 2007


in Jornal de Notícias

A vírgulamisteriosa


Por outras, palavras, Manuel, António, Pina

O professor Costa Andrade, disse-o já a reforma penal de Alberto Costa & Rui Pereira foi "impulsionada" pelo processo Casa Pia. Costa Andrade não foi o único a dizê-lo; disse-o o também professor de Direito e ex-secretário de Estado da Justiça Paulo Rangel, e disseram-no (e dizem-no) magistrados judiciais e do MP, juristas e advogados. Mas dizem-no sobretudo algumas das normas "metidas a martelo", não se sabe por quem, nos textos postos à discussão pública tanto do Código Penal como do de Processo. No CPP, um novo número acrescentado a um artigo passou a impedir a divulgação de escutas embaraçosas como aquelas que vieram a público durante a instrução do processo dos abusos das crianças da Casa Pia. Ontem, o advogado José António Barreiros classificou de "escândalo" a vírgula e o subtil acrescento que autor parlamentar ou governamental anónimo apôs ao texto primitivo do artº 30º, nº 3 do Código Penal, aparentemente "à medida" dos crimes em julgamento no mesmo processo: dois, três, quatro, cinco, cinquenta crimes como os sexuais passam a ser considerados um só, "continuado", se... foram cometidos "contra a mesma vítima". Chegará tão longe, à maioria PS e ao próprio processo legislativo, o longo braço dos arguidos Casa Pia e "compagnons de route"?


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