Rotativas

Sexta-feira, Agosto 29, 2008




John McCain escolheu uma jovem e dinâmica republicana, governadora do Alaska, para a corrida à Casa Branca! É conhecida por ter baixado os impostos e ter criado serviços públicos. É ecologista ferrenha.
Sarah Palin, de 44 anos de idade, antiga Miss (concorreu e ganhou vários concursos para pagar o curso de jornalismo) e apaixonada pelo desporto, é o trunfo certo para seduzir o eleitorado conservador.
É conhecida, aliás, pelo conservadorismo em matéria fiscal e é absolutamente contra o aborto. Tem cinco filhos, um dos quais, com síndroma de Down.
Trabalhou na área de Desporto em televisões do Alaska, chegou a manter barcos de pesca comercial e o filho mais velho foi designado para uma missão no Iraque.


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Quinta-feira, Agosto 28, 2008






Agora que as caixas multibanco são roubadas dos tribunais e o escritório de advogados do porta-voz do PS é assaltado, talvez comecem a colocar os processos judiciais em cofres-fortes e a perderem as chaves. Assim como assim...a justiça em Portugal é lenta (e completamente cega) e vale muito mais dinheiro apagar as provas de uma acusação do que a ignomínia de arquivos por deixar passar prazos, por exemplo. Só um exemplo, claro...porque há 500 maneiras de entravar a Justiça.
Eu já não tenho como justificar o que se passa com o processo Casa Pia aos jornalistas europeus e árabes que trabalham comigo em Lyon.






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como post achado não é roubado....hi...hi...hahillary!!!




"NEVER? Whaddaya mean, 'never?'"


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O discurso de Hillary Clinton era o mais esperado da convenção democrata, apesar de tudo. Os democratas precisavam de ouvir o apelo à unidade e o apoio da rival a Obama.
Assim foi. Afirmou mesmo que Obama ia ser o presidente dela, o presidente de todos.
Para prosseguir a campanha eleitoral, Obama escolheu Joe Biden, experiente mas, nem por isso pouco controverso.
Biden é senador desde 1972. Também foi candidato duas vezes mas ele próprio estragou uma das campanhas quando proferiu um discurso que era um plágio total.
Além do mais foi um apoiante, do primeiro momento, da guerra do Iraque, sendo um dos primeiros a manifestar publicamente esse apoio no Senado norte-americano. Já esteve seis vezes em território iraquiano....
O analista Allan Lichtman acha que o fracasso das campanhas de Biden são um pecado menor: na primeira viu-se a braços com as acusações de plágio, e é muito dado a "gaffes"... mas traz a Obama o que necessita: experiência, gravidade e uma tremenda sabedoria na área da política internacional.
É católico, de uma família de origem operária, o que liga Obama a um eleitorado que ainda não conseguiu sensibilizar. O eleitorado católico é equivalente a um quarto dos adultos americanos. Biden defende a lei do aborto, o que atrai os mais liberais. Quanto ao Iraque, mudou de política para melhor servir o partido democrata e afastou-se da política de Bush e tem o intercâmbio de informações em dia com o amigo John McCain.
A reacção do candidato republicano, (dizendo que sim, é muito amigo há muitos anos) à escolha de Biden pode ter um efeito perverso no eleitorado democrata. O tempo vai esclarecer se esta foi a melhor opção de campanha para congregar o tão dividido partido democrata norte-americano.


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Quarta-feira, Agosto 27, 2008




Porque é bom lembrar algum instinto animal que perdemos quando está em jogo salvar os outros:





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Quinta-feira, Agosto 21, 2008




Cavaco Silva veta nova lei do divórcio



De acordo com o site do chefe do Estado, "o Presidente da República decidiu devolver hoje à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio, solicitando que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca - geralmente a mulher - bem como dos filhos menores a que, na prática, pode conduzir o diploma, conforme explica na mensagem enviada aos deputados".


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Chefe da diplomacia da Geórgia acusa Rússia

Eka Tkeshelashvili acusa o Kremlin de querer impedir que a Geórgia se liberte do jugo da Federação Russa. A chefe da diplomacia georgiana, especialista em Direito Internacional, defende que só o Conselho de Segurança da ONU pode decidir sobre as missões de paz em qualquer ponto do globo. Os militares russos não têm desculpa para continuar em solo georgiano, afirmou, em entrevista à euronews, feita e produzida por Denis Loktev





euronews - Que perspectiva tem dos acontecimentos das últimas duas semanas?
Eka Tkeshelashvili - Durante as últimas semanas, houve uma série de acontecimentos incríveis no meu país. Jamais acreditaria que no séc. XXI, numa comunidade moderna civilizada, na Europa, o meu país seria invadido militarmente por um país vizinho - a Federação Russa.
Foi o que se passou. O que vimos, não foram apenas escaramuças de regimes separatistas, mas uma operação miltar planificada de grande amplitude, o que nos colocou na posição de resposta imediata ou de rendição.
Porque na noite em que a escalada da confrontação aconteceu, as vilas georgianas foram intensamente bombardeadas e um grande número de veículos blindados entrou pelo norte, pelo Túnel de Roki. Foi um ataque muito duro, com um crescente número de vítimas ... e nós decidimos responder.
euronews - Diz que as forças russas entraram em território georgiano antes de Tskhinvali fosse atacada pelas forças georgianas, é isso?
E.T. - Sim, foi pelo túnel de Roki. É na parte norte da Ossétia do Sul. É a principal via que liga a Rússia à Ossétia do Sul. O equipamento militar foi todo transportado por esse túnel até 7 de Agosto, quando a operação militar de grande envergadura começou, o que quer dizer tanques e toda a artilharia que entraram na Ossétia do Sul.
euronews - A Rússia nega isso - afirma que não reagiu militarmente até um dia, ou dia e meio, depois do início do bombardeamento de Tskinvali
E.T. - Bem, há informações muito concretas recolhidas, não pelos serviços da Geórgia, mas qualquer outro Estado com Serviços Secretos e imagens aéreas - pode verificar-se que, num só dia passou a haver seis mil soldados russos em território georgiano.
euronews - Porque é que Tskhinvali foi atacada e não o Túnel Roki por onde, segundo diz, estavam a entrar as forças russas?
E.T. - Em primeiro lugar, havia que responder à ameaça às vilas georgianas, e depois a artilharia vinha das aldeias da zona de Tskhinvali e era preciso responder militarmente. Para além do mais, em relação ao movimento táctico no Túnel Roki, nós danificámos a ponte à saída do Túnel, mas os russos limitaram os danos e conseguiram, na mesma, transportar (por lá) equipamento pesado.
euronews - Os georgianos utilizaram lança róquetes múltiplo ou outras armas de assalto indiscriminadas contra os blocos residenciais de Tshinvali, como diz a Rússia?
E.T. - Bem, os alvos das forças georgianas eram legítimos, eram as peças de artilharia do outro lado. Infelizmente, parte da artilharia inimiga foi instalada em áreas residenciais. É responsabilidade das partes instalar a artilharia em zonas militares (as armas são, por si só, um alvo de ataque), fora das zonas onde os civis possam ser atingidos. A obrigação de não colocar armas em áreas residenciais era igual para as forças da Geórgia. Portanto, quando as forças de oposição o fizeram, era inevitável que a resposta georgiana acabaria por atingir alvos civis também.
euronews - Foi mesmo assim? É que as forças russas acusam a Geórgia de ter a artilharia em Gori.
E.T. - Absolutamente incorrecto. Estive, várias vezes, em Gori durante a confrontação, e nada foi disparado do centro. Os russos não fizeram apenas danos colaterais, os russos dispararam directamente sobre os civis.
euronews - A Rússia argumenta que tinha uma missão de paz depois do assalto a Tskhinvali, que deixou centenas ou mesmo milhares de mortos - a maioria civis russos. Moscovo não tem razão neste ponto?
E.T. - A necessidade de qualquer missão de manutenção de paz no globo é tarefa específica do Conselho de Segurança da ONU, e o Capítulo 7 estabelece que medidas devem ser tomadas e como implantá-las. Nenhum Estado pode, unilateralmente, assumir esse papel.
Aparte isto, em termos de propaganda, a Rússia tem uma campanha orquestrada - a "Humans Rights Watch" esteve no terreno e recolheu informação; já tivémos acesso a uma parte a uma parte do relatório e o que a Rússia afirma não é justificado. Não há provas que confirmem o n° de baixas dado pela Rússia, que foi dado como pretexto para a invasão da Geórgia.
euronews - A Rússia rejeita a integridade territorial da Geórgia e prepara-se para reconhecer a independência das repúblicas separatistas. Vê outra a saída desta crise?
E.T. - Os planos da Rússia são bastante claros: começam por desestabilizar a Geórgia e provocar confrontação de forma a garantir que o país nunca se torne independente da Rússia. É esse o objectivo último. É por isso que sempre se opôs à mudança de regime e não penso que abandone facilmente o objectivo... por isso é preciso estarmos unidos para enfrentarmos as aspirações da Federação Russa.
euronews - Tem alguma esperança na resolução do conflito?
E.T. - Sim, claro. Se formos capazes de estabelecer um formato internacional genuíno para as negociações e a segurança no terreno - estou mais do que confiante em que, passo a passo, consigamos estabelecer totalmente o processo de reintegração das regiões, e então passarão a ser partes prósperas de uma Geórgia próspera, se for o caso.
euronews - Ultimamente, ouvimos várias declarações sobre o futuro da Geórgia na NATO. Tem pressa em resolver estes conflitos territoriais por causa disso?
E.T. - Agora, depois do que aconteceu na Geórgia, penso que ainda é mais compreensível que o conflito seja resolvido rápida e eficazmente.
Porque se isso não acontecer, os russos continuam a ter a possibilidade de manipular as regiões. Isso pode afectar negativamente a Geórgia e a futura integração no seio das democracias ocidentais. E eles podem voltar a tentar recuperar a influência nesta região do mundo.
euronews - Obrigado, senhora ministra.
E.T. Eu é que agradeço a oportunidade desta discussão.




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Segunda-feira, Agosto 18, 2008


Exposição do Museu da Presidência da República no Palácio Sotto Maior, na Figueira da Foz Uma iniciativa do Casino da Figueira.




foto de raul Cardoso

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Sexta-feira, Agosto 15, 2008


Tá visto: o Iraque está a fazer as malas para a Ossétia do Sul. Os caninos de Putin estão mais afiados dos que os de Osama - tá velho e os dentes já devem ser postiços.

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Quinta-feira, Agosto 14, 2008


Entrevista de Denis Loktev para a Euronews

nota de MJC: o único momento em que Ivanov não consegue mentir de olhos abertos é aquele em que afirma que "as lagartas dos blindados georgianos esmagaram crianças" ...o bold é meu e a introdução também (não gosto do personagem-clone de Putin, terrífico como nos piores tempos de espionagem do KGB.



Ivanov acusa Saakashvili de ser o Goebbels da história


O vice-primeiro-ministro russo acusa a Geórgia de fazer propaganda "género Goebbels" e dizer que o branco é preto e vice-versa. No entanto, é Serguei Ivanov que afirma que os tanques russos nunca estiveram em Gori, nunca atravessaram fronteiras nem nunca alvejaram civis.
Uma entrevista esclarecedora ...

Euronews - O que acha que aconteceu nestes dias?
Serguei Ivanov - Foi uma tentativa para destruir o povo osseta, para o expulsar do território da Ossétia do Sul - com isto, provavelmente, Saakashivili e os apoiantes ocidentais prtetendiam resolver os problemas existentes com os separatistas. Depois de tratarem desta região, temos provas de que planeavam o mesmo para a Abkasia. É que está a acontecer. Está se feito um genocídio, a destruição física em massa com bombardeamentos de artilharia, tanques e tiros contra milhares de cidadãos da Rússia. Basicamente foi feita uma limpeza étnica.
EN - Mas a se Rússia tinha provas de que havia um genocídio a decorrer na Ossétia do Sul, porque não apresentou provas no Conselho de Segurança da ONU para obter sanções por causa do uso da força?
S. I. - Durante vários días, a Federação Russa levou a cabo uma operação militar de pacificação. A operação foi concluida de forma satisfatória. Com isso quero dizer que, actualmente, a Geórgia não poderá voltar a repetir a ofensiva militar na Ossétia do Sul ou na Abkásia.
E só quando os objectivos forem atingidos e as operações terminadas, os investigadores criminais russos podem recolher provas para apresentar à comunidade internacional com as correspondentes acusações ao governo georgiano.
EN - A situação na Ossétia do Sul piorava há muito tempo. A preparação da operação militar russa estava feita ou só aconteceu depois de atingidos alvos civis e militares russos?
S.I. - Sejamos racionais. Se a Federação Russa sabia de antemão, como diz, dos insanos projectos de Saakashvili - então, claro, agiria de acordo com isso e colocaria, pelos menos, as forças militares nas fronteiras entre a Rússia e a Ossétia do Sul, no túnel Rockskiy. Nesse caso, podíamos agir num par de horas. Mas, naturalmente isso não aconteceu, porque desconhecíamos tais planos de Saakashvili. Precisámos de cerca de um dia para enviar tropas que protegessem os cidadãos e os militares que asseguravam a protecção. Durante esse tempo, as forças georgianas cercaram a cidade, dispararam artilharia de blindados, esmagaram crianças com as lagartas dos tanques, queimaram mulheres nos abrigos em que se escondiam - tudo isto é genocídio e limpeza étnica.EN - A Georgia garante que está a defender-se e as suas forças não alvejam civis.
S.I. - A defender-se de quê? Do povo osseta? Até agora, quando a Geórgia desencadeou a acção na zona de conflito havia 350 militares na força de manutenção de paz, armados apenas com espingardas, não havia outras armas, tal como foi acordado. Não havia sistemas de lança róquetes múltiplos, nem tanques. Só responsáveis pela manutenção da paz; não se podem comparar as forças georgianas com as da Ossétia do Sul. Portanto, a Geórgia estava a defender-se de quê? Não estava a defender-se, estava a atacar! Só quando enviamos forças suplementares para reforçar o contingente de manutenção de paz e a missão em geral. - só que Saakashvili começou a gritar histericamente que a Rússia a estava a atacar.EN - O que usou nos bombardeamentos na zona de conflito - alvos localizados em território georgiano, incluindo alvos civis, segundo as testemunhas?
S.I. - Testemunhas? Eu diria antes que isso vem da boca de Saakashvili. Eu não confiaria muito nessas testemunhas, pois lembram muito a propaganda de Goebbels, tentanto provar que o branco é preto e vice-versa, tentando apresentar a vítima da agressão como agressor, e vice-versa. O nosso exército nunca atravessou a fronteira na zona de conflito - mas responde ao fogo inimigo, que atinge nomeadamente Tskinvali, com artilharia. Algumas especulações, rumores devidos ao pânico ou desinformação divulgam que os tanques russos entraram em Gori, que a aviação russa bombardeou Tbilissi...tudo mentiras à Goebbel inventadas pelo governo georgiano.EN - Porque acha que nem um só país no mundo, com excepção para Cuba, apoie a acção militar russa?
S.I. - Talvez por causa dos princípios dúbios (dois pesos, duas medidas), para dar uma resposta rápida. A Rússia não teve realmente escolha depois do que a liderança georgiana fez. Os nossos cidadãos expulsos à força e ninguém desaprovou o facto.
EN - Concluindo, o cessar fogo estabelecido entre a Rússia e a Geórgia é viável?
S.I. - Espero que sim, que seja. Espero que desta vez o governo georgiano tenha o bom senso de não repetir as aventuras em que se lançou antes. Espero sinceramente que o cessar-fogo seja assinado, mas repito: para que seja um facto tomaremos medidas para garantir a segurança dos cidadãos russos da Ossétia do Sul e da Abkásia.
EN - Que medidas precisamente? O Exército russo continuará nas repúblicas não reconhecidas?
S.I. - Não é o exército russo mas as forças de manutenção da paz, destacadas em zonas legítimas. Tem de concordar que é muito diferente e a diferença é fundamental.
EN - A Geórgia chama-lhes forças de ocupação.
SI - A Geórgia pode chamar-lhes o que quiser, não muda o essencial.


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Tal como nos melhores tempos da famigerada União Soviética, o n°3 do Kremlin quer mostrar ao mundo que a Rússia está certa e todo a comunidade internacional (só Castro II o apoia....) errada. O exercício de estilo foi feito em entrevista à Euronews, que estará no ar a partir desta tarde.
Fica aqui o meu lead para abrir o apetite (amuse bouche...eh...eh...)



O vice-primeiro-ministro russo acusa a Geórgia de fazer propaganda "género Goebbels" e dizer que o branco é preto e vice-versa. No entanto, é Serguei Ivanov que afirma que os tanques russos nunca estiveram em Gori, nunca atravessaram fronteiras nem nunca alvejaram civis.Uma entrevista esclarecedora ...



Aliás...isto lembra-me o apoio russo a Milosevic enquanto ele cometia as maiores atrocidades na sérvia. Dizia ´Milosevic que "onde houvesse um sérvio seria construida a Grande Sérvia". Os seu generais estão a responder por genocídio e crimes contra a humanidade. Aquilo de que, agora, Ivanov acusa saakashvili de fazer. Será que os russos o fazem? E dizem que são os outros?


Onde é que eu já vi isto????

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Quarta-feira, Agosto 13, 2008


George W. Bush, depois de uma longa conversação telefónica com Mikheil Saakashvili, declarou oficialmente que vai enviar Condoleeza Rice a Tbilissi para judar a resolver a situação in loco (género..."fui apanhado de surpresa mas comigo não brincam mais). Também participou que já está decorrer uma missão humanitária norte-americana por via marítima e aérea.
Bush deixou bem claro que as forças militares russas têm de respeitar os tráfegos humanitários em curso e que também tem responsabilidades nesta matéria. E ameaçou veladamente a rússia caso não os respeite.

E reagiu às informações que lhe chegam sobre a violação do acordo de cessar fogo :

"Esperamos que as forças russas que entraram na Georgia nos últimos dias saiam do pais. As acções da Rússia colocam sérias questões sobre as suas intenções na Georgia e na região. Nos últimos anos a Russia soube integrar-se nas estruturas diplomáticas, políticas e económicas do século XXI. Os Estados Unidos apoiaram-na e agora a Rússia está a deitar esse trabalho fora."

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Terça-feira, Agosto 12, 2008


Quem tem amigos tem tudo!


A Tchechénia não tinha amigos... a Ossétia do Sul e a Geórgia têm. O que não quer dizer que Tbilissi consiga manter as pretensões de entrada na NATO...Medvedev, o "menorca-delfim" de Putin não permite a disputa da influência na região e Saakashvili perdeu credibilidade. Os norte-americanos ainda devem estar abalados com o efito surpresa. Fica reforçada, no entanto, a posição do líder georgiano a nível interno (que desde a reeleição duvidosa de Janeiro suscitava protestos): reune todos os patriotas contra o inimigo comum, os separatistas russófonos.
A agressão das autodenominadas forças russas de "manutenção de paz" na Ossétia do Sul está a ser denominada como um acto de resposta a hostilidades georgianas...além do mais, depois do fim das operações os militares russos vão manter-se na Abkásia e na Ossétia do Sul.


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Sexta-feira, Agosto 08, 2008


Guerra na Transcaucásia - Geórgia e Ossétia do Sul vítimas da geoestratégia russa



Por trás de um aparente conflito territorial está a desenhar-se um conflito geoestratégico e energético militarmente...demasiado perigoso para que europeus e americanos possam ignorar..
A Transcaucásia é uma região com enormes reservas de petróleo e de gás nos confins de Rússia, da Turquia e do Irão. É vital para a segurança da Europa.
É atravessada por gazodutos e oleodutos que levam o ouro negro e o gás asiático para a Europa.
O gigante russo, Gazprom, continua a construir e não pretende parar. O presidente da Rússia, Dimitry Medvedev, deseja obter os direitos de transporte de gás natural de três das nações que têm acesso ao Mar Cáspio, que em conjunto controlam 3,3% das reservas mundiais, uma vez que a Europa e os EUA têm cada vez mais necessidade desta fonte de Energia e estão a concorrer entre si para obterem fornecimentos.
São artérias vitais... há alguns anos que os europeus estavam a reduzir a dependência energética da Rússia de Putin, nomeadamente com o apoio aos três países da região - Arménia, Geórgia e Azerbaijão - que também pertencem à CEI - comunidade de Estados Independentes, ex-soviéticos.
A Ossétia do Sul, com o apoio armado da Rússia, autoproclamou a independência num referendo a 12 de Novembro de 2006 - não reconhecida pela comunidade internacional.
A primeira autoproclamação da independência da Ossétia do Sul - que está na mesma situação da Abkhazia e da Transnistria (Moldova), ambas russófonas - foi a 19 de Janeiro de 1992.
A ginástica diplomática europeia não deu qualquer resultado...
As pretensões da Geórgia de adesão à NATO constituiram a última gota num copo demasiado cheio para Putin - a Ucrânia , país da ex-União Soviética também não escondeu a candidatura)... e ocidentais e russos passaram ao desafio frontal.
Quase todos os 70 mil ossetas do sul são etnicamente distintos dos georgianos e falam sua própria língua, parecida com o persa.
Cerca de dois terços do Orçamento anual da região, de cerca de 30 milhões de dólares, vêem do governo russo. Quase todos os cidadãos têm passaportes russos e usam o rublo russo como moeda.



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Quinta-feira, Agosto 07, 2008


Activistas americanos foram detidos esta quinta-feira, em Pequim, ao tentarem, no segundo dia consecutivo, dar uma conferência de imprensa a denunciar a violação dos direitos humanos.



Um dos três activistas americanos detidos (noutro local foram detidos dois ingleses), afirmou estarem ali para falar sobre os abusos das autoridades chinesas, para falar por quem não pode... "eles não têm voz e os poucos que se atreveram a defender os princípios religiosos estão na prisão", ainda conseguiu dizer.
Já não conseguiu dizer aos microfones, mas ainda foi audível, que estavam ali em defesa dos membros da seita Falun Gong, considerada "tenebrosa pelo governo chinês". Não só tem muitos contactos no ocidente como pode ter mais membros do que o partido comunista chinês. Muitos dos que têm cartão do partido praticam os ensinamentos da seita. Apesar de pregar a "mens sane in corpore sano", a Falun Long tem um lado obscurantista fomentado pelo líder exilado nos Estados Unidos, Li Hongzhi.
Entre outros preceitos, a Falun Long prega que a mistura de raças causa "defeitos" no ser humano.




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Quarta-feira, Agosto 06, 2008



Maestro Virgílio Caseiro – humildade na excelência



O Maestro Virgílio Caseiro é um lobo do mar que desfia memórias, não através de fios de pesca ou contos de encantar, mas com a batuta de um sábio. Não é tão velho como ‘os mais velhos’ o são na África das tribos com respeito pelas cãs. Nasceu em 1948 em Ansião.
Assumiu a responsabilidade artística da Orquestra de Câmara de Coimbra em 2001 – a partir de 2005, Orquestra Clássica do Centro – sendo seu Maestro Titular.
No dia 3 de Agosto, apresenta um programa ímpar no Palácio Sotto Maior da Figueira da Foz.

Maria João Carvalho para O Figueirense – É um homem de muitos portos e de muitas naus… que faz aqui?

Maestro Virgílio Caseiro - É verdade que sim…a grande vantagem de ser velho – entre os vários inconvenientes que tem – é essa possibilidade que vamos tendo de acumular vida acumulando recordações e, de recordação em recordação, juntamos umas com as outras e acabamos por construir um ‘ideário’ muito nosso, muito pessoal que faz parte de todos e não faz parte de ninguém, com o qual nos sentamos à mesa (nós próprios), com a companhia de nós próprios, construindo projectos que vão nascendo e que nós vamos levando por diante e nos fazem sentir bem com eles. Isso é a universalidade da idade… não é?
E não vejo inconveniente nenhum em ser velho e sinto todo o encanto em poder desfrutar estes anos ao abrigo daquilo que muitas vezes me perguntam e é “quantos anos tenho” e eu digo que “tenho exactamente aqueles que me faltam para morrer”.
E é na conjugação sistemática destas duas verdades que eu, despreocupadamente, vou construindo o meu mundo musical, com a maior seriedade possível, tentando produzir um produto acabado que seja de superlativa qualidade, quase nunca conseguido, e ainda bem, porque a mediocridade daquilo que eu queria que fosse superlativo dá-me razão de ser para o dia de amanhã.
E, portanto, vou tendo este encanto e esta dinâmica de estar comigo e com os meus projectos … possivelmente, do pouco que tenha feito, alguma coisa se pode aproveitar em prol das comunidades da Zona Centro, que é a zona onde, prioritariamente, milito, porque também defendo que não faço falta nenhuma nem em Lisboa nem no Porto… lá há muita gente… há muita gente a poder fazer e eu acho que as pessoas devem ter a lucidez do que valem e para onde caminham e depois devem saber escolher o local para viverem de acordo com o valor que têm e da expectativa das comunidades receptoras. Ou seja: o Bernstein de Nova Iorque era o Bernstein de Nova Iorque e, claro… não podia sair de Nova Iorque porque se saísse ficava subaproveitado – ele estava ajustado à expectativa de Nova Iorque. Eu, por isso, continuo em Coimbra e não faço falta em Lisboa… e no dia em que a expectativa de Coimbra ou da Região Centro – Figueira da Foz… Viseu… - for superior à capacidade de resposta que eu tenho …pois acredite que eu vou deslocar-me para a Pampilhosa da Serra ou de outra terra qualquer, onde eu possa ser o meu Bernstein, à minha dimensão.

M.J.C - O que escolheu para trazer à Figueira?

V.C.- Vimos a este espaço (Palácio de Sotto Maior) a convite da organização, no dia 3 de Agosto, e vamos aproveitar uma clareira entre árvores centenárias para, ao fim da tarde, por volta das sete horas, fazermos um concerto com três cambiantes fundamentais: a primeira: o colorido da orquestra, em que a orquestra vai ser solista… e… depois… outros temas… vamos trazer obras de Coimbra, concretamente, guitarradas de Coimbra, feitas por guitarra portuguesa, acompanhadas por orquestra, e compostas, ou recompostas por compositores que, eu penso, serem de primeira água no panorama composicional português! Estou a lembrar-me do Henrique Carrapatoso, e, exemplo de Sérgio Azevedo e do (infelizmente já desaparecido), Zé Marinho… estou a lembrar-me de um compositor de Coimbra, várias vezes premiado, Zé Firmino Morais Soares… portanto, vamos fazer algumas obras para guitarra portuguesa e para orquestra.
E, finalmente, a terceira vertente é a de temas de canção da zona centro e coimbrã, a que eu não vou chamar fado porque não serão fados, são canções… mas de autores conhecidos: de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, que vão ser tocados pela orquestra e cantados por um tenor, que começa agora a despertar na Zona Centro e começa a dar muito boa conta de si, o tenor Nuno Silva, que vai estar connosco para cantar esses temas.

MJC - Pode contar um pouco da história desta orquestra?

V.C. – A orquestra tem a história que todas as orquestras têm neste país. Uma vivência debilitada, uma vivência sempre em contínua possibilidade de desaparecimento mas que, persistentemente, queremos levar por diante.
Apareceu em 2001, pela minha mão e pela mão da actual presidente da Direcção, a Drª Emília Martins – a quem se deve toda a honra do facto da sua sobrevivência, porque tem um dinamismo brutal e uma capacidade de resistência à frustração que eu admiro e que a minha idade (mais uma vez) já não me aconselha a ter, porque desanimo mais cedo…e fruto disso a orquestra, não obstante não ter vindo a ter nenhum apoio oficial do Ministério da Cultura tem vindo, com um orçamento miserabilista em relação às outras orquestras congéneres, a desenvolver um trabalho de militância na Zona Centro, para a qual está vocacionada. E tem vindo a fazer um reportório igual ao que as outras orquestras fazem, simplesmente com o orçamento que temos.
Estou convencido – e nem estou triste por isto nem me estou a queixar – de que as organizações, instituições e associações devem mostrar o trabalho que são capazes de fazer. E depois esse trabalho tem de ser de tal forma objectivo e tem de emergir com tal força no tecido cultural onde está inserido que, depois, nem o ministério da Cultura nem qualquer outro tipo de ministério pode fechar os olhos, tem de os abrir. E, nessa altura, eles estarão connosco tranquilamente para nos apoiar. Continuo tranquilamente à espera de que chegue o meu dia para que isso chegue a uma verdade.
MJC – Porque tem ao peito uma medalha de oiro de D. João IV?

VC – A história desta medalha é como todas as histórias das grandes navegações (risos): o mundo é redondo e as caravelas circundam o mundo…por todas as navegações que fazemos, sejam elas afectivas, cognitivas ou motoras, vamos encontrar portos de abrigo onde nos revitalizamos e onde nos encontramos. Esta medalha, ao fim e ao cabo, sendo do tempo de D. João IV é, digamos, que a lembrança de um porto de abrigo onde encontrei ânimo para outra viagem.





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Entre aspas:
“Lá, apareço com 99 anos, mas, na verdade, tenho 104” , afirma a vovó baiana mais famosa do mundo!



DEODATA PEREIRA BORGES, mais conhecida como Mamãe ou Vovó, fez a afirmação a propósito do erro no seu registo de nascimento. Ela está a concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de Feira de Santana, no Brasil.

Antes, foi a candidata a deputada federal mais velha das eleições de 2006 e ela própria distribuiu máscaras com a própria imagem na Bahia. Foi derrotada nas eleições mas não se dá por vencida na vida.
As 100 mil máscaras com o rosto da candidata mais velha nas eleições, especialmente na cidade de Feira de Santana, onde mora a comerciante Deodata Pereira Borges, 103 anos, é uma personagem pública incontornável.



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Cá estou, depois de férias com muitas reportagens à mistura - não sei mesmo estar, simplesmente, sem fazer nada, de modo que trabalhei mais do que se não tivesse ido de férias...sniff!
E minh'alma tá pasma: então não é que os atletas franceses estão, há dias, a preparar-se para o jet lag da viagem para Pequim? E como? Devem perguntar-se vocês...: pois numa sala escura com uns óculos que emanam uma luz diurna especial. Assim, quando chegarem a Pequim, já estão habituados às horas chinesas!
Não brincam em serviço...pena é que os portugueses aprendam sempre tarde demais.
Quanto às núvens sobre Pequim, o governo chinês seguiu o exemplo de Putin no aniversário de S.Petersburgo e de Sarkozy na tomada de posse: encomendou os mesmos mísseis para as afastar. Quanto à poluição, a coisa fia mais fino: os cartazes gigantescos de céu azul não chegam para tapar tanta neblina na cidade olímpica....e o odor não é dos melhores.

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