Rotativas

Sexta-feira, Novembro 28, 2008




O blogger.com.br está a vedar o acesso aos bloguistas que estão fora do Brasil.

Exigimos coerência, alternativa e, no mínimo, o acesso ao que é nosso, nossa propriedade intelectual.

Estamos todos a tentar furar o sistema que a Globo quer impôr à força.

Note-se que já fomos obrigados a sair do Blogger americano (em 2003) quando os nossos acentos passaram a desformatar os textos.... e agora....isto!

Fica aqui testemunhada a nossa revolta


A Dulce Dias também escreveu:


Boa tarde, amigos,

Permitam-me alertá-los para uma situação que me parece grave e que é:

A Globo cortou o acesso ao Blogger a quem não seja assinante do serviço. Mas, na prática, isto significa que quem está fora do Brasil - como eu - não consegue entrar no blog!!!

Estou há dois dias a tentar "furar" o sistema para conseguir entrar naquilo que considero ser minha propriedade intelectual.

Aparentemente, a Globo quer que o Blogger seja reservado aos assassinantes - mas eu, que moro em França, não posso, obviamente, aceder à internet através do serviço da Globo.
(Aliás, mesmo se quisesse, não tenho essa possibilidade - já que é preciso escolher o estado brasileiro onde se mora!!)

Esta situação, inspira-me alguns comentários:

1) O acesso foi-nos vedado de um dia para o outro, sem que tenhamos recebido um único email, um único aviso... nada!!!
Uma total falta de respeito e de consideração para com os utilizadores, que eu não esperava da parte de um império como o da Globo.

2) A segunda questão é que me parece que este é o início do fim dos blogs gratuitos. Um pouco por toda a Europa, cada vez mais fornecedores de acesso internet têm um serviço de blogs reservado apenas aos assinantes.

3) O terceiro comentário, é a falta de visão comercial da Globo.... Sabendo que tem (quantos milhares?) utilizadores fora do Brasil, e se quer mesmo obrigar a pagar o acesso ao Blogger, porque é que não há-de ter um serviço avulso só para blogguistas estrangeiros?! (Já agora, com acesso ao sistema de comentários e tudo.)

Até aceito pagar para manter o meu blog. Mas, por favor, um pouco de respeito!!! Não é digno de uma democracia cortar o acesso a um serviço sem informar previamente os seus utilisadores!!! "


Segue o email de uma amiga minha, também portuguesa, também blogguista, também a morar em França...

Obrigada
Dulce Dias


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Bem, o professor Narana Coissoró explicou: a Deusa dos pescadores que deu o nome a Mumbai não foi fácil de compreender pelos britânicos...que facilitaram a coisa chamando Bombay...os portugueses reivindicam o baptismo de Bombaim, h'a 500 anos. Indús, cristãos e muçulmanos sempre chamaram à cidade Mumbai, pelo que agora, será politicamente correcto chamar-lhe Mumbai...mas Bombaim tem a marca do uso e costume de 500 anos...por isso também não está mal.



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Quinta-feira, Novembro 27, 2008



Porque é que os jornalistas portugueses deram em chamar Mumbai a Bombaim? Será por causa do All-Garve?



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Quarta-feira, Novembro 26, 2008


Ségolène Royal, seguindo os melhores maus momentos do seu mentor, Mitterrand, não aceita o voto dos correlegionários do partido socialista que não votaram nela...
Graças a uma diferença de mais de 100 socialistas lúcidos, a filha de Jacques Delors, a europeísta Martine Aubry, mãe das 35 horas de trabalho semanais, é a nova secretária-geral do partido socialista francês.





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Sexta-feira, Novembro 21, 2008




Testemunho: Arquitecta com cancro - email recebido de uma amiga ligada ao site "Ferve, fartos destes recibos verdes". Por motivos óbvios não fica aqui o nome da Jovem Arquitecta e Jovem Mãe


Arquitecta há mais de dez anos (a recibos verdes claro) num atelier internacionalmente reconhecido, deparo-me agora com uma situação que nunca passei atravessar: um cancro de mama.

Sempre descontei para a segurança social (do meu bolso claro) e esta oferece-me agora uma "baixa" ridícula: posso ficar em casa até 12 meses, sem pagar a prestação à Segurança Social e sem direito a qualquer tipo de remuneração.

Deve-se ter em conta que um tratamento oncológico deste tipo demora cerca de um ano e meio... e a pseudo-baixa é de um ano!

No entanto, se trabalhasse por conta de outrem a mesma baixa poderia alongar-se até três anos. Deduzo então que o Estado parte do princípio que os profissionais liberais (forçados ou não) têm mais saúde e podem alegremente trabalhar entre quimioterapias e nos pós-operatórios.

Vivo neste momento da caridade. Da família e da entidade patronal, apesar das suas ameaças de despedimento. Para que não seja despedida tenho ido trabalhar quando na verdade só me apetece ficar em casa a descansar e a enjoar...

Para além do processo de cura ser doloroso, passo os dias a pensar que não escolhi ter um cancro mas alguém escolheu não me fazer a m**da de um contrato de trabalho e, mais uma vez, não posso contar com o Estado.

Acrescento ainda que tenho um bebé.

Vou iniciar uma acção jurídica contra a "entidade patronal" pois acredito que todo o dinheiro que me devem será o meu meio de subsistência nos próximos tempos.


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Quinta-feira, Novembro 20, 2008


Mário Silva comemora 50 anos de carreira e 80 de vida com "imensa retrospectiva", no dia 29 no CAP da Figueira da Foz



O pintor Mário Silva vai comemorar 50 anos de carreira e 80 de vida, em 2009, com uma "imensa retrospectiva" no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz.


"Não pode ser mais uma retrospectiva. É `a` exposição", disse Mário Silva à agência Lusa há cerca de um ano, aludindo à mostra de pintura, escultura e vídeo.

A ideia, acolhida pela empresa municipal Figueira Grande Turismo, que gere aquele equipamento cultural, está ainda em fase de germinação, no que à estrutura do evento diz respeito.

O artista plástico, nascido em Bencanta, Coimbra, em 1929 mas que, desde cedo, rumou à Figueira da Foz, pretende que a mostra inclua um comissário "de renome", ainda não escolhido e que, além da pintura e escultura, integre vídeo sobre peças de arte sacra de que é autor.

"Tenho uma colecção de arte sacra espalhada pelo país e não se podem trazer as igrejas ao CAE", argumenta.

Certo é que a exposição incluirá obras maiores do artista, nomeadamente as que têm as mulheres por inspiração, as cores como imagem de marca e nas diversas técnicas utilizadas o método de trabalho.

"Nunca me quis autoplagiar, ficar amarrado a um estilo único. Muitos fazem-no, pela necessidade de vender quadros, eu aposto na diversidade de técnicas", explica.

Não sendo um autodidacta no sentido estrito do termo, construiu a carreira de artista plástico na sabedoria que foi beber a fontes literárias, nas influências "que vão de Picasso a Vieira da Silva", na experimentação, contacto e amizade com outros pintores.

A vocação vingou, sobrepondo-se a um curso de Engenharia Geográfica nunca terminado, em Coimbra, pela "falta de queda para a Matemática". Na cidade universitária, o anarco-surrealista Mário Silva, como na altura se intitulava, fundou, nos idos de 1950, o Círculo de Artes Plásticas e até a secção de ballet da Associação Académica.

"Não dançava. Estava era apaixonado por uma bailarina, obviamente", assume, com um sorriso matreiro.

Há 30 anos que reparte com a segunda mulher, Zezinha - assumido grande amor da sua vida - uma casa térrea em Santa Luzia de Lavos, na margem esquerda do Mondego, onde mantém o atelier.

Quando ali se instalou "não havia uma árvore", recorda, apontando o terreno anexo, hoje preenchido por uma imensidão de plantas, entrecortadas por esculturas da sua lavra, uma das quais - feita com restos de um automóvel acidentado - acaba por ter uma didáctica justificação.

"Estampei-me de carro. Está ali para me lembrar que se conduzir não posso beber", frisa Mário Silva.

Para além das esculturas, uma vasta colecção de crucifixos enche cada recanto da propriedade: começou-a em pequeno, com um exemplar encontrado "numa igreja abandonada" no Alentejo.

"Cristo e as mulheres é o que nos une", testemunha o amigo Quim Madeira, ele próprio artista plástico, ribatejano há muito estabelecido na Figueira da Foz.

O Mário Silva cristão é, no entanto, ao mesmo tempo agnóstico, descrente da existência de um Deus todo-poderoso. Essa aparente dualidade expressa-a, bastas vezes, nas suas obras, como a "Penúltima Ceia", um óleo sobre tela de dois metros de comprimento onde Maria Madalena tem lugar à mesa, junto a Jesus.

Não se trata de uma heresia, garante, antes a "dualidade intrínseca" do artista, que assume um lado "provocador": foi ainda mais longe no tema, exibindo a "Antepenúltima Ceia", os apóstolos "trocados" por mulheres e um Cristo de cabeleira farta.

Uma das características de Mário Silva é a necessidade de pintar, "três a quatro horas" diárias, no atelier, divisão a que se acede pelo jardim.

É ali, rodeado por centenas de criações próprias, de onde sobressaem retratos - "caras, todas diferentes, interessa-me o lado humano", sustenta - que experimenta uma técnica nova (a pintura espacial) sobre a qual reclama paternidade.

O quadro é estruturado a óleo - o pintor só usa tintas de óleo, recusa as plásticas - com "linhas de força" após o que é coberto por uma camada de spray. Depois, com o auxílio de uma espátula, remove partes da camada sobreposta, dando vida a figuras geométricas, de cores garridas.

"Esta é uma técnica minha, foi inventada pelo artista", garante.

O escritor Urbano Tavares Rodrigues chamou-lhe, um dia, "esbanjador de talento". Já Quim Madeira classifica-o de "artista parideiro": "não sossega, está sempre a criar, é um miúdo crescido", refere.

Mário, por seu turno, diz-se igual a si mesmo, "um autoconvencido", concede na descrição de criança grande e, aos 77 anos, recusa o medo da morte.

"Sonhei a minha última obra, um lago imenso, cisnes brancos e um cisne preto que se transforma em mulher com quem faço amor. Há muito tempo que não tinha um sonho erótico", graceja.

E conclui: "a minha mulher diz que o cisne preto representa a morte, mas eu não tenho problemas com a morte. O que é importante num homem é ser-se criança a vida toda".



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Quarta-feira, Novembro 19, 2008





Para alertar as consciências:

A crise em Portugal está a levar famílias a retirarem idosos dos lares para os levarem para casa e tirarem proveito das reformas. Fazer dos pais e demais familiares uma fonte de rendimento, sem ter atenção às necessidades, familiares e médicas, que provocaram a sua institucionalização é lamentável, egoísta, e deve ser vigiado pelas instituições privadas de solidariedade social.

Por outro lado, há famílias que retiram os parentes por, na verdade, não terem como pagar a mensalidade aos lares. O que lamento duplamente.



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A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA


A "melhor que vi" foi no Público de terça-feira, 18 de Nov, no artigo de Ana Henriques intitulado "Assembleia Municipal prepara-se para chumbar rede de bicicletas em Lisboa" foi chamar "pontos de amarramento das bicicletas" aos parques de aluguer das ditas cujas... porque até os barcos se amarram...mas no cais, com cordas, sim, cabos. A bicicleta nem se amarra com corda nem com cabo. Estaciona-se e coloca-se uma cadeia, se for caso disso, ou um cadeado. Pontos de amarramento...tá tudo doido!

Isto é o que circula pela Net:

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos negros 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.


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Quinta-feira, Novembro 13, 2008




Na proxima sexta feira dia 14, o português Mário Moita (o extraordinário intérprete de fado e piano, que canta também em japonês e é acompanhado por uma violinista japonesa, Fumiko) vai inaugurar um enorme espaço de espectáculos em Bucareste. Estão todos convidados.



THE SILVER CHURCH! - TSC Club
Bucareste, Roménia




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Quarta-feira, Novembro 12, 2008




O prémio Goncourt 2008, o mais prestigioso galardão literário em França, foi atribuído, na segunda-feira, ao autor franco-afegão Atiq Rahimi por "Syngué sabour. Pierre de patience", anunciou o júri.

Escritor e cineasta, Atiq Rahimi obteve o prémio Goncourt numa segunda votação, por sete votos contra três obtidos por Michel Le Bris com o livro "La beauté do monde".

Atiq Rahimi, 46 anos, tem dupla nacionalidade francesa e afegã e é autor de quatro romances publicados desde 2000.

"Syngué sabour. Pierre de patience" é o seu primeiro livro escrito em francês.´A pedra da paciência, segundo explicação do próprio, está no imaginário do povo e vive em todas as canções e histórias - mesmo no Irão, onde os ayatollahs decidiram suprimir o fantástico. A pedra da paciência é aquela em que deixamos todas as preocupações e problemas...até que um dia ela explode com tudo de mau que guardou e obtem-se a paz.

Nesta obra, o autor conta a história de uma mulher afegã que se liberta da opressão conjugal, social e religiosa com o marido reduzido a um estado vegetativo.

Os outros dois finalistas deste prémio eram Jean-Baptiste Del Amo com "Une éducation libertine" e Jean-Marie Blas de Roblès, autor de "Là où les tigres son chez eux".




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Terça-feira, Novembro 11, 2008


Celebram-se 90 anos do armistício em todo o mundo. Os EUA vieram em ajuda aos europeus em todos os seus conflitos, desde o I ao II, à Guerra Fria e ao Terrorismo...

Mortos da Grande Guerra: em França 1 milhão e 394 mil mortos, na Alemanha 1 milhão e 900 mil, na Áustria/Hungria um milhão, e em Portugal cerca de 10 mil. A Rússia, que sai da guerra antes do fim, após o armistício entre a Alemanha e os Sovietes, perde 1 milhão e 700 mil homens. A Grã-Bretanha conta 760 mil mortos no final do conflito e os EUA, entrados em guerra em Abril de 1917, 115 mil.

A guerra foi uma catástrofe por causa do desenvolvimento do armamento em larga escala, com o aparecimento de novas armas no palco de guerra, como; as minas, os torpedos, os submarinos, as metralhadoras, os aviões, as bombas com barbatanas e dispositivo deflagrador na extremidade, os gases (cloro e mostarda), os tanques, a bicicleta substituta em larga escala dos solípedes que serviam a arma de cavalaria, a fotografia aérea, o telégrafo, e como se não bastasse, a evolução do armamento era confrangedor, pois cada vez, apareciam armas mais eficientes, de maior alcance, maior precisão, melhor manuseamento, tendo por fim maior capacidade de destruição; são exemplo disso, os aviões, que no inicio do conflito eram construídos em lona e madeira com duas e três asas sobrepostas, acabando no ano de 1918, por serem fabricados em metal com uma só asa transversal e motor central muito mais potente.

Aníbal Augusto Milhais " O Milhões"




Ficou conhecido como «o soldado Milhões»- ,na 1ª Guerra Mundial. Aníbal nasceu em Valongo, concelho de Murça, em Trás-os-Montes. Agricultor durante toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado.

Na tropa foi incorporado no Regimento de Bragança e mais tarde no do Chaves. Em 1917 «partiu para a frente de combate». Um ano depois, chegava o «grande momento, o da batalha de La Lys», na Flandres.

O dia preciso: 9 de Abril. Rezam as crónicas que uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A nossa força chegou a ser destroçada e a situação era «a pior possível».

Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar. O soldado Milhais viu-se sozinho numa trincheira e, então, ergueu-se, de metralhadora Lotz, e varreu uma coluna de alemães que vinham em motocicletas.



E, segundo conta a lenda (ou terá sido mesmo verdade), terá feito o mesmo às colunas de 'boches' que entretanto surgiram. Parece que os alemães terão julgado que, em vez de um camponês sozinho, enfrentavam um fortíssimo regimento de portugueses e ingleses.

O acto isolado deste soldado permitiu aos aliados tomar posição trinta e tal quilómetros mais atrás. Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos, tendo apenas «amêndoas doces» para comer.

Chegado ao acampamento, Milhais foi efusivamente abraçado pelo seu comandante ( Ferreira do Amaral ):

«Tu és Milhais, mas vales milhões».

Por causa desse feito Milhões recebeu a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, em Isberg.









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Ai que saudade sinto da minha Figueira!



E que lindas as aguarelas do Cunha Rocha, que tão bem pinta a minha Figueira!



E que saudade do Pintor e amigo de longa data que tão bem pinta a Figueira da Foz!



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Finalmente, chegou-me às mãos o livro de Gonçalo Amaral sobre o caso "Maddie, a verdade da mentira" .

Chocou-me que se fale de "uma geração Calpol" - os meus camaradas de trabalho britânicos confirmaram - por causa do nome do anti-histamínico com propriedades calmantes que os pais ingleses dão aos filhos para dormir.

E uma das passagens que mais me impressionou foi a busca na vivenda arrendada pelo casal McCann antes de ser constituído arguido. Os agentes ficaram chocados com o que encontraram. No quarto, no lado de Kate, o sagrado: muitas fotos de Maddie e dos gémeos e o Evangelho com uma passagem marcada, mas uma passagem muito estranha, dadas as circunstâncias. Do lado de Gerald não havia fotos nem livros. Tudo limpo; mas no espaço que utilizava como escritório e para actualizar o site tinha três manuais dos serviços secretos britânicos...e como? É daí a amizade de Brown e dos McCann?! Ou é só uma questão de nacionalidade e de poder do dinheiro?!

Bem, do lado de Kate:


Antigo Testamento, segundo Livro de Samuel, capítulo décimo segundo -

David disse a Natan: «Pequei contra o Senhor.» Natan respondeu-lhe: «O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás. Toda­via, como ofen­deste gravemente o Senhor com a acção que fizeste, morrerá certamente o filho que te nasceu.» E Natan voltou para sua casa.
O Senhor feriu o menino que a mulher de Urias tinha dado a David com uma doença grave. David orou a Deus pelo menino; jejuou e passou a noite prostrado por terra. 17Os anciãos da sua casa, de pé jun­to dele, pediam-lhe que se levantasse do chão, mas ele não o quis fazer nem tomar com eles alimento algum. Ao sétimo dia, morreu o menino, e os ser­vos do rei temiam dar-lhe a notí­cia da morte do me­nino, pois diziam: «Quando o menino ainda vivia, falávamos-lhe, e ele não nos queria ouvir; como vamos dizer-lhe agora que o menino morreu? Pode cometer uma loucura!» David notou que os servos segredavam en­tre si e com­preendeu que o menino morrera. Per­guntou-lhes: «O menino já morreu?» Responde­ram-lhe: «Mor­reu.»

Então, David levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se, mudou de roupa e entrou na casa do Se­nhor para o adorar. De volta à sua casa, mandou que lhe servissem a refei­ção e comeu. Os seus servos disseram-lhe: «Que fazes? Quando o menino ainda vivia, jejuavas e cho­ravas; ago­ra que morreu, levantas-te e comes!». David respondeu: «Quando o me­nino ainda vivia, eu jejuava e orava, pensando: 'Quem sabe se o Senhor terá pena de mim e me curará o me­nino?' Mas agora que morreu, para que hei-de jejuar mais? Posso, por­ven­tura, fazê-lo vol­tar à vida? Eu irei para junto dele; ele, porém, não vol­tará mais para junto de mim.»

David consolou Betsabé, sua mu­lher. Procurou-a e dormiu com ela. Ela ficou grávida e deu à luz um filho, ao qual David pôs o nome de Salomão. O Senhor amou-o e or­de­­­­nou ao profeta Natan que lhe desse o sobrenome de Jedidias que signi­fica «amado do Senhor.»

No fundo, para David a vida tinha de continuar.

No espaço de Gerald:

Missing and Abducted Children: A Law -Enforcement Guide to case Investigation and Program Management, National center for Missing & Exploited Children;

- Training Courses, CEOP (Serious Organised Crime Agency - Child Exploitation and Online Protection Centre);

- Making Every Child Matter...Everywhere, CEOP (Serious Organised Crime Agency - Child Explotation and Online Protection Centre.

Estes três manuais do CEOP estão reservados a elementos policiais


Diogo Amaral considera, no livro, a possibilidade de que o afastamento da liderança operacional do inquérito tenha sido moeda de troca para o Reino Unido assinar o Tratado de Lisboa, coincidindo na data a demissão do polícia e o anúncio da aceitação do documento por parte do Governo inglês.



Notícia do jornal Público aquando a saída do livro:

O ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve sustenta que a criança inglesa morreu no apartamento onde passava férias com os pais, que diz serem suspeitos de ocultar o cadáver depois de um "trágico acidente". A conclusão está no livro "Maddie - a verdade da mentira" escrito pelo antigo inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, que vai ser lançado amanhã em Lisboa.

Ao longo de cerca de 200 páginas, o investigador que dirigiu o departamento de Portimão da PJ, que abrange a Vila da Luz, Lagos, donde desapareceu há um ano e dois meses a criança, com quatro anos na altura, apresenta a sua versão sobre o caso, arquivado na segunda-feira passada pelo Ministério Público.

Afastado do processo ainda durante a investigação, que seria inconclusiva e ditou o arquivamento, Gonçalo Amaral, 48 anos, defende que houve uma simulação de rapto da criança e considera existirem indícios de negligência na guarda e segurança dos filhos por parte dos pais, Kate e Gerry McCann, ao deixarem sozinhos no apartamento Madeleine e os dois irmãos gémeos, na altura com cerca de dois anos. Gonçalo Amaral revela, ainda, que os investigadores da PJ chegaram a pensar que Kate estaria disposta a revelar, de forma indirecta, a eventual localização do corpo da filha, cuja morte passou a admitir um mês depois do desaparecimento.

Em Junho de 2007, nos interrogatórios, a mãe "começa a dar conta de algumas informações relativas à localização do cadáver da sua filha", lê-se no livro, que vai ser apresentado pelo juiz-conselheiro jubilado e ex-director da PJ, Marques Vidal. "Segundo a própria viria a afirmar, tais dados tinham-lhe sido fornecidos por pessoas com poderes psíquicos ou paranormais. Poderia o cadáver encontrar-se num colector de esgotos que desemboca na praia da Luz, ou nos penhascos a nascente daquela praia, local em que, por vezes, praticava corrida", escreve o autor da obra.

Entre os vários episódios que terão ocorrido durante a investigação, conta um em que um vizinho dos McCann terá ouvido o pai, logo na noite que desapareceu a criança, dizer a alguém por telemóvel que "existiam redes de pedofilia em Portugal e que tinham sido essas redes as responsáveis pelo rapto de Madeleine". "É de pasmar! Poucas horas após o desaparecimento de Madeleine e o seu pai já tem quase certezas quanto aos responsáveis pelo rapto", comenta Gonçalo Amaral.

Pai demasiado descontraído

Outra situação que relata para ilustrar o alegado comportamento suspeito dos pais aconteceu num dia em que o pai de Madeleine se encontrava na PJ de Portimão com polícias portugueses e ingleses a aguardar o contacto através da Internet de alguém que dizia ter elementos que levariam à localização da criança, pelos quais exigia dois milhões de euros. "A tensão na sala era grande. Ao contrário, a postura descontraída de Gerry contrastava com a ansiedade dos polícias e deixava intrigados todos os investigadores envolvidos no caso, incluindo os ingleses", escreve o investigador que abandonou a PJ ao fim de 26 anos. O pai "chupava descontraidamente um chupa-chupa enquanto lia banalidades em sites da Internet e discutia rugby e futebol com um dos polícias ingleses".

Gonçalo Amaral diz ainda que depois do desaparecimento "os pais terão contactado Gordon Brown, futuro primeiro-ministro inglês". "Havia um entendimento entre ambas as polícias para avançar num rumo de investigação que encarava seriamente a possibilidade de a morte da criança ter ocorrido no apartamento mas, subitamente, a polícia inglesa flectiu sem explicação técnica coerente", realça.

Mas Gonçalo Amaral não regateia elogios aos investigadores ingleses, destacando várias vezes o nome de Mark Harrison, Conselheiro Nacional para Buscas a nível de todas as agências de polícia do Reino Unido. Após "uma intensa semana de trabalho", produziu um relatório que apontava para o "provável cenário de Madeleine estar morta, e o seu cadáver escondido nas proximidades da Praia da Luz", revela.



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Segunda-feira, Novembro 10, 2008


Jantar dos Conjurados
30 de Novembro de 2008





Com a presença de Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, a Causa Real organiza no dia 30 de Novembro, pelas 20 horas, o tradicional Jantar dos Conjurados, que se realizará este ano no Convento do Beato, em Lisboa.

O jantar será antecedido, pelas 19.30 horas, do lançamento do livro “Elogio da Monarquia” de Domenico Fisichella (que será apresentado pelo Presidente da Causa Real, o Dr. Paulo Teixeira Pinto) e da leitura da Mensagem do Primeiro de Dezembro por Sua Alteza Real o Duque de Bragança.

As reservas e aquisições de convites deverão ser realizadas a partir do dia 10 de Novembro (até ao dia 28 de Novembro) através dos contactos abaixo indicados.




Informações e Reservas:
Rua Duques de Bragança, Nº 10
1200-162 Lisboa
Telefones: 938 385 261
E-mail: jantardosconjurados@gmail.com
Horário: Dias úteis das 15 às 20 horas.




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Quinta-feira, Novembro 06, 2008




Yes we can

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Quarta-feira, Novembro 05, 2008





EUA realizam sonho de Martin Luther King (com EuroNews)




Obama apelou à América para enfrentar as dificuldades do futuro com "espírito de povo" ao que os entusiásticos apoiantes da mudança responderam "sim podemos".
Podem tudo, os americanos, disse Obama, "porque a caminhada foi longa para chegar aqui, ganhar esta eleição, neste momento específico em que a mudança chega à América".
Obama apelou aos americanos para serem pacientes "porque o caminho a percorrer ainda vai ser longo e a subida é íngreme, pode não chegar-se num ano ou mesmo num só mandato", mas assumiu ter mais esperança do que nunca em que vão chegar lá, como povo, prometeu que haviam de conseguir o objectivo.
E o povo que estava ali respondeu-lhe, exultante, que sim "yes we can", ou seja "sim, podemos".
Aos que encontrarem com cinismo e dúvidas, o presidente eleito promete responder em nome do povo, que se deve acreditar porque com o espírito de povo tudo se consegue. E "que Deus abençoe os Estados Unidos da América" - pediu.
Uma das imagens com sentido neste dia de vitória democrata é a do reverendo Jesse James Jackson em lágrimas porque afirmou sempre que a eleição de Obama realizaria o sonho de Martin Luther King e que ele pensaria no mentor de "I have a Dream" neste momento.
O sonho de toda uma geração ganha ainda mais sentido quando Obama falou dos objectivos dos fundadores e do primeiro presidente norte-americano, George Washington, que era natural de um Estado que Obama ganhou, Virgínia.
Os casais Obama e Biden apresentaram-se juntos nesta comemoração da viragem rumo a um futuro mais optimista mas, nem por isso menos realista, já que as dificuldades a enfrentar são tantas - a crise, a guerra e o restabelecimento da confiança de alguns parceiros a nível internacional, como a Rússia e a França que declararam estar à espera disto.



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Segunda-feira, Novembro 03, 2008




Morreu de forma súbita, na noite de sábado, o filho de Paulo Teixeira Pinto, Paulo Guilherme. Não se conhecem as causas da morte.

O antigo patrão do BCP confirmou que o filho «morreu subitamente em casa [da mãe, Paula Teixeira da Cruz], de uma coisa fulminante». Na altura estava acompanhada pela irmã mais velha, Catarina.

O jovem de 22 anos frequentava o 4.º ano de Direito da Universidade Católica de Lisboa, de onde sairá o funeral esta tarde.

Paulo Guilherme não teria antecedentes de doença e a autópsia terá sido inclusiva, de acordo com o 24 Horas. Fontes próximas da família falam contudo num possível acidente vascular cerebral (AVC).

A missa de corpo presente foi celebrada ao início da tarde de hoje, estando a cremação marcada para as 16 horas, no cemitério dos Olivais.

Ano difícil

O ano de 2008 tem sido particularmente duro para o antigo homem forte do BCP.

Depois de 25 anos de vida em comum, Paulo Teixeira Pinto divorciou-se de Paula Teixeira Cruz, e foi obrigado a reformar-se devido a uma grave doença neurológica.


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